
O presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Chico 2000 (PL), não descartou uma possível cassação contra o vereador Paulo Henrique (MDB), que foi alvo da Operação Ragnatela , deflagrada pela Polícia Federal nessa quarta-feira (05). A ação apura um esquema de lavagem de dinheiro do Comando Vermelho. Dois assessores do gabinete do parlamentar também foram alvos da operação e foram exonerados nessa quarta.
Rodinei Crescêncio
Segundo o parlamentar, três servidores que atuavam na Câmara e que também foram alvos da operação, foram exonerados ainda nessa quarta-feira. “Tão logo soube da prisão de três pessoas que trabalham aqui na Casa, imediatamente fizemos a exoneração dos três. É uma medida permitida ao presidente”, relata.
Chico 2000 disse que ainda não conseguiu conversar com Paulo Henrique sobre a operação e aguarda o parlamentar prestar esclarecimentos. Ele não esteve presente na sessão da Câmara desta quinta-feira (06).
À imprensa, o presidente da Câmara afirmou que espera a chegada de informações oficiais sobre o envolvimento do parlamentar no esquema e não descarta uma possível cassação. “Comecei a conversar com o procurador, pedi a ele que nos traga situações oficiais, se necessário, que vá conversar com a equipe de policiais que fez todo trabalho”, declara.
“Em caso de prisão, será encaminhando para Procuradoria e as providências que tiverem que ser tomadas, serão”, acrescenta Chico 200.
Reprodução
MDB garante apoio
Como já publicado pelo , o diretório do MDB de Cuiabá reforçou o apoio ao vereador Paulo Henrique .
Ao , a direção do MDB afirmou que não vai tomar nenhuma medida contra o vereador, que em nota, negou as acusações de que faz parte do esquema criminoso. “Neste momento, o partido está ao seu lado e confiando na inocência”, disse Francisco Faiad, presidente do MDB de Cuiabá.
O vereador foi alvo de busca e apreensão, suspeito de ser o responsável por fazer a interlocução com os agentes públicos que facilitariam o esquema, o que ele nega.
Exonerações
Willian Aparecido da Costa Pereira, o “Willian Gordão” (dono do Dallas Bar), e Elzyo Jardel Xavier Pires (Promoter) são os assessores que foram exonerados do gabinete de Paulo Henrique nesta quarta, após serem alvos de mandados de prisão. Willian Gordão, aliás, é apontado nas investigações como “testa de ferro” do Comando Vermelho.
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