
As investigações sobre o assassinato de Laysa Moraes Ferreira, 30, ocorrido em Cuiabá em janeiro deste ano, descartaram o crime passional devido aos sinais de violência encontrados no corpo. O delegado responsável pelo caso afirmou que os sinais são características da ação de organização criminosa e que a motivação do crime pode vir de um gesto que a vítima fez em foto.
Edson Pick, delegado da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), explicou em entrevista nesta terça-feira (21) que a investigação do assassinato segue ouvindo os amigos e parentes da vítima.
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Nas redes sociais da artista, estavam fotos em que Laysa fazia menção a um sinal utilizado por uma facção e Pick tem como hipótese que essa pode ter sido uma das motivações.
“Existem algumas imagens na rede social dela onde ela faz menção a um gesto que uma facção criminosa utiliza como sinal. A outra facção rival pode ter enxergado isso como uma afronta tendo em vista que ela participava das batalhas de rimas e ela pode ter sido assassinada por esse gesto. Essa é uma linha de investigação”, explicou o delegado.
A DHPP segue apurando homicídio. No momento, eles tentam recriar a rotina da vítima para identificar possíveis desdobramentos. O pai da jovem ainda será ouvido pela equipe.
Relembre o caso
La Brysa, nome artístico de Laysa Moraes Ferreira, nasceu em Três Lagoas (MS). A jovem havia se mudado para Cuiabá há cerca de 8 meses em busca de oportunidades no cenário musical do hip hop.
A Jovem desapareceu na primeira sexta-feira (03) do ano e sua residência foi encontrada com a porta destrancada e sem sinais de roubo.
O corpo de Laysa foi encontrado 6 dias depois do desaparecimento, na quinta-feira (09) no rio Cuiabá. Com sinais de violência, ela estava enrolada em um tapete e amarrada a um bloco de concreto.

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