
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), se reuniu com a presidente do Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT-MT) para avaliar soluções sobre o pagamento a ex-trabalhadores da Santa Casa de Misericórdia. O hospital possui uma dívida trabalhista avaliada em R$ 52 milhões, referente ao período anterior ao Estado assumir sua gestão, na época em que o Município tinha que fazer repasses. A reunião foi realizada nesta terça-feira (21).
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“Temos grandes demandas sociais ligadas às questões trabalhistas, uma delas é a da Santa Casa, que precisamos tratar com o Poder Público para construir uma solução”, disse a presidente do TRT, desembargadora Adenir Carruesco.
Além da presidente, também esteve presente o juiz Angelo Cestari. A reunião faz parte dos esforços da Justiça do Trabalho mato-grossense para resolver o caso.
“Nossa intenção era ver o interesse do município no prédio e o prefeito se mostrou solícito para ajudar o Tribunal a encontrar uma solução”, afirmou o coordenador de Apoio à Efetividade da Execução do TRT, juiz Angelo Cestari.
“Quitamos uma parte e agora estamos levantando o valor do prédio para repassar algo de concreto para a comissão de credores sobre o que pode ser feito”, detalhou o coordenador, destacando que são 800 processos.
O prefeito elogiou o TRT/MT pelo empenho e se colocou à disposição para auxiliar no entrave.
“Parabenizo a Justiça do Trabalho pela iniciativa em buscar uma solução, que não é fácil. Nós vamos colaborar no que puder ser feito para ajudar na questão”, afirmou Abílio Brunini.
Dívidas
A Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá encerrou suas atividades em março de 2019 após uma crise financeira que deixou, inclusive, os empregados sem receber por cerca de 7 meses. Em maio do mesmo ano, o governo do Estado assumiu as instalações do hospital por meio de uma requisição administrativa e o local passou a funcionar como uma unidade estadual.
Desde então, o Poder Executivo já repassou cerca de R$ 22 milhões pelo uso da estrutura. O montante foi usado para quitar os salários atrasados e outras verbas de ex-empregados. Todavia, os recursos foram insuficientes para pagamento integral dos débitos. Agora, a Justiça do Trabalho busca alternativas para quitar os valores restantes.

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