
O acordo de cessar-fogo firmado entre o estado de Israel e o movimento islâmico Hamas entrou em vigor, na manhã deste domingo (19/1), na Faixa de Gaza. A trégua prevê uma pausa nos ataques, bem como a liberação de 33 reféns israelenses e 95 palestinos.
A medida passou a valer quase três horas após o previsto, segundo o canal de notícias Al Jazeera, devido a um atraso na entrega dos nomes dos três primeiros prisioneiros a serem libertados pelo Hamas, exigida por Israel.
Mahmoud Issa/ Reuters
As reféns são, segundo a BBC: Doron Steinbrecher, 31 anos; Emily Damari, 28; e Romi Gonen, 24. Além delas, Israel espera a libertação de outras 30 pessoas.
O que mais se sabe:
As três israelenses, cujos nomes foram informados a mediadores, devem ser liberadas ainda neste domingo (19/1);
Os 15 meses do conflito na região deixaram ao menos 46.899 palestinos mortos e 110.725 feridos, segundo a Al Jazeera;
A guerra mais recente na área teve o estopim após uma ação do Hamas no sul de Israel, em 7 de outubro de 2023;
Na ocasião, o grupo islâmico sequestrou mais de 200 pessoas e matou ao menos 1.139, durante uma festa rave que ocorria na região.
Em posse da lista, Israel confirmou o início da trégua por volta das 6h20 (horário de Brasília). No entanto, o cessar-fogo estava previsto para começar às 3h30.
Integrantes do Hamas disseram que enfrentaram questões “técnicas de campo”, o que levou ao atraso na entrega da lista com as identificações dos reféns.
Além disso, Israel voltou a atacar Gaza pouco depois do horário combinado para início do cessar-fogo, pelo fato de não ter recebido os nomes dos prisioneiros até então. A ação matou ao menos 19 palestinos, de acordo com a Al Jazeera.

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