
Leonardo de Araújo Costa Tumiati, juiz da 1ª Vara Criminal de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá) negou um pedido da defesa de Maroan Fernandes Haidar Ahmed para que fosse adiada a sessão do Tribunal do Júri sobre o homicídio de Fábio Batista da Silva, 41, ocorrido em novembro de 2018 em um posto de combustível da cidade.
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O adiamento foi requerido sob o argumento de que no mesmo dia do julgamento, próximo dia 19 de junho, deve ocorrer o casamento de um dos advogados de Maroan, Michel Saliba Oliveira.
O juiz, porém, disse que adiamento de sessão do júri só deve ocorrer em situações excepcionais. Pontuou ainda que Maroan tem outros advogados e que há jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça no sentido de que é permitida a realização do julgamento quando o réu possui outros advogados.
“Embora entenda como relevantes os argumentos apresentados pelo Nobre Dr. Michel Saliba Oliveira diante da indiscutível importância do matrimônio perante a sociedade, verifico que o réu se encontra assistido por outros profissionais do Direito que, certamente, defenderão com competência, lhaneza e ética os interesses do réu”.
Além de Michel, a defesa de Maroan também é patrocinada pelos advogados Marcos Paulo Silva dos Santos, Nathalia Poeta dos Santos, Andre Ignotti Faiad e Francisco Anis Faiad.
O caso
Fábio estava sentado em uma das mesas da conveniência do posto quando Maroan, que dirigia uma caminhonete Amarok branca, deixou o farol alto ligado em direção a todas aos clientes.
Com isso, Fábio foi até motorista e pediu que ele reduzisse a luz. Porém, houve uma discussão e, quando ele voltou, foi atingido por um tiro.
Testemunhas que estavam na conveniência acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para prestar socorro, mas Fábio não resistiu e morreu no local. O suspeito fugiu do local em seu veículo.
Com ajuda das câmeras de segurança e de testemunhas, a polícia chegou até Maroan, identificando ele como o suspeito do crime. Ele não foi preso na época.
Meses após o crime, ocorrido em novembro de 2018, ele postou fotos das férias de fim de ano em alto mar em uma rede social. Em outra imagem, um prato cheio de camarões. O ato chegou a ser considerado deboche pelo poder judiciário.
Em 2021 ele foi baleado em um tiroteio registrado também em uma conveniência, agora em um posto na cidade de Ponta Porã (MS), a 313 km de Campo Grande.

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