
O homem de 28 anos, que é apontado como suspeito de ter agredido o psicólogo Douglas Amorim dentro do banheiro da boate Nuun Garden, em Cuiabá, na madrugada de domingo (12), já foi preso por suspeita de agredir um bombeiro militar, na mesma casa noturna, em março de 2022. Na época, ele teria chamado o bombeiro de “preto vagabundo”.
Segundo apurado pelo , antes do caso na Nuun, já existiam dois boletins de ocorrência contra o suspeito. O primeiro foi registrado em 15 de março de 2019. Na ocasião, o homem foi detido por lesão corporal, em uma conveniência na Avenida Beira Rio, em Cuiabá.
De acordo com o relato da vítima, houve um desentendimento entre os dois e o agressor lhe desferiu um soco no rosto, causando lesão na boca e o nariz. Os dois foram conduzidos para a Central de Flagrantes.
Reprodução
Já no dia 13 de março de 2022, nova briga. O agressor era suspeito de brigar com um bombeiro militar na Nuun Garden. Quando os policiais chegaram, encontraram o homem bastante exaltado. Ele teria ameaçado o bombeiro na frente dos policiais: “Segunda-feira você vai ver, tá fodido; quem ri por último, ri melhor”, e ainda teria questionado: “O que esse preto tá fazendo aqui? Esse preto vagabundo”.
Nesse caso, o suspeito foi preso, algemado e encaminhado para a Central de Flagrantes. Durante o registro da ocorrência, segundo os policiais, as ameaças ao bombeiro continuaram.
Agressão a psicólogo
Desta vez, homem é suspeito de crime de homofobia, já que teria agredido um psicólogo dentro do banheiro da boate Nuun Garden, no Centro de Cuiabá, na madrugada desse domingo (12).
Conforme relato da vítima, o suspeito estava olhando para o psicólogo Douglas Amorim e seu esposo nos camarotes. A agressão ocorreu no momento em que o casal foi ao banheiro e a vítima foi atingida por trás. Segundo Douglas, o suspeito bateu a cabeça dele contra um pedaço de mármore.
Conforme o boletim de ocorrência, a vítima estava na balada com o esposo e outros companheiros, e eles estavam sendo encarados pelo suspeito nos camarotes. Em determinado momento, a vítima relata que foi ao banheiro, onde foi questionada pelo suspeito: “O que você está olhando?”. Douglas respondeu à ameaça e chamou o homem de “homofóbico do c*”.
Após isso, o suspeito teria sido visto com alguns seguranças. Segundo uma testemunha, ele teria dito que um homem teria passado a mão nele no banheiro.
Por volta das 4h30, Douglas e o esposo teriam ido ao banheiro antes de irem embora da boate. A vítima diz que foi ao mictório e seu acompanhante em um dos sanitários privados. Nesse momento, o psicólogo teria sentido uma pessoa o pegando por trás para bater sua cabeça em uma peça de mármore.
Douglas ficou inconsciente com o choque e caiu ao solo, com as calças abaixadas, sendo amparado por seu esposo. Ele ficou desmaiado até entrar em um carro e ir para um hospital. A vítima teve uma lesão no olho esquerdo e uma torção no pé
O suspeito teria evadido rapidamente da boate. A empresa teria negado qualquer informação a Douglas sobre o suspeito, alegando que não possui responsabilidade pelo o que ocorre no banheiro, já que não possui câmeras.
Douglas e o esposo compareceram na delegacia de Polícia para registrar o boletim de ocorrência nessa segunda-feira (13). A vítima também fez um exame de corpo de delito. Um perfil anônimo no Instagram mandou a identificação do suspeito para Douglas, informando de que se tratava de um frequentador assíduo do local.
Outro lado
Em nota, a Nuun Garden informou que está analisando as imagens das câmeras de segurança e repudia atos de violênia ou discriminação. Leia, abaixo, a nota na íntegra:
“Informamos que o estabelecimento conta com socorristas e seguranças em seu quadro de funcionários, profissionais capacitados que têm como objetivo resguardar a integridade física dos clientes e garantir a segurança do local.
Além disso, destacamos que os primeiros atendimentos foram realizados no próprio estabelecimento com o auxílio de nossos colaboradores. Também possuímos câmeras de segurança instaladas no local e estamos apurando os fatos para fornecer os devidos esclarecimentos aOs envolvidos
e às autoridades competentes.
Repudiamos veementemente qualquer ato de violência ou discriminação e nos colocamos à disposição das autoridades para que sejam apuradas as responsabilidades dos envolvidos.”
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