
Annie Souza/Rdnews
Ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, concede entrevista ao Rdtv Cast, do grupo Rdnews, e fala sobre operações durante a sua administração
Sem foro privilegiado, o ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB), que encerrou o mandato em 31 dezembro, garante que não teme ser preso. Sua gestão foi alvo de várias operações, especialmente na secretaria de Saúde – que chegou a ficar sob intervenção -, mas Emanuel afirma que não está na lista de investigados.
“Eu nunca fiz nada errado e nunca mandei ninguém fazer nada errado. Por isso que não tem nada contra mim, nada chega em mim”, declarou, em entrevista ao Rdtv Cast e visita à sede do #dnews. Entre as operações, deflagradas durante a gestão do emedebista, está a Operação Capistrum, que investigou um suposto esquema de contratações na Saúde por indicações políticas para meios eleitorais.
Ação tinha Emanuel e a ex-primeira-dama Márcia Pinheiro entre os alvos. O ex-prefeito chegou a ser afastado do cargo e, depois retornou. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) acolheu recurso e determinou que caso fosse remetido à Justiça Federal, no âmbito do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), por entender que a estadual é incompetente para conduzir o caso.
“Fica essa história [de que posso ser preso], querem criar esse clima para tentar me intimidar, para tentar jogar a população contra mim, o Emanuel Pinheiro pode ser preso, vai ser preso por quê? O que eu fiz, nem processo eu respondo, não tem nada”, disse o ex-gestor.
Operações em sua gestão
Sobre a grande quantidade de investigações, mais de 20, Emanuel alega que sua administração foi impactada por uma suposta indústria de operações que teriam sido motivadas pelo fato dele ser adversário político do governador Mauro Mendes (União Brasil). O emedebista, inclusive, fez questão de sair em defesa ainda de agentes públicos investigados em operações deflagradas pela Polícia Civil e Federal.
Emanuel entende que muitos deles tiveram as reputações atacadas injustamente e ressalta que várias operações estão caindo uma a uma. Ele não descarta, entretanto que possam ter ocorrido crimes dentro da gestão, ponderando ser impossível saber o que 22 mil servidores fazem. Neste sentido, Emanuel frisa que “cada um responde por seus atos”.
“A maioria, que eu saiba nenhuma, não virou nem denúncia, e significa a fragilidade da operação e o cuidado que os órgãos de controle devem ter, de fiscalização e controle, que os órgãos de investigação devem ter, porque você ataca reputações de pessoas, você ataca vidas, famílias de dezenas de servidores públicos e eu atesto que a maioria esmagadora é pessoas de bem. Eu conheço servidoras e servidores que estão em depressão fazendo tratamento e não se provou nada contra eles, muito pelo contrário”, diz, ressaltando o direito à ampla defesa.
Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI)

Faça um comentário