
A deputada estadual Janaina Riva (MDB) afirmou ser contra a instalação de câmeras de segurança no fardamento dos PMs. Segundo ela, o equipamento favorece os bandidos ao invés dos policiais.
Janaina explicou que defendia a implantação das câmeras corporais. No entanto, após ser alvo de ação criminosa em dezembro de 2019, quando criminosos invadiram sua residência, colocando arma na cabeça dela e do seu marido, o empresário Diógenes Fagundes, mudou de posicionamento.
Gilberto Leite
“Se não fosse a intervenção da polícia para ter acesso aos celulares daqueles criminosos, jamais teriam descoberto quem havia cometido aquele crime. Com esse tanto de direitos que foram criados, se fosse pelos termos que a lei exige, jamais teriam quebrado o sigilo dos telefones naquele momento. Eu vejo que a polícia tem que ter uma certa liberdade para trabalhar e que as câmeras atrapalham isso”, declarou Janaina, lembrando que o assalto foi planejado por um ex-funcionário que trabalhava para a família há 15 anos.
Além disso, Janaina defendeu punições severas para policiais que abusam da autoridade por meio de agressões. Como exemplo, citou o caso do sargento da PM, que no ano passado, agrediu uma mulher durante abordagem em Rondonópolis.
“Agora, os maus policiais, como o caso por exemplo de espancar uma mulher em Rondonópolis, esses precisam responder pelos seus atos. Eu entendo que a câmera é uma defesa maior para o bandido do que para o militar, especialmente pelo que passei. Eu descobri que era uma pessoa que trabalhava comigo há 15 anos. Eu descobri que ele queria sequestrar meus filhos, e se fosse uma câmera na farda do policial, nunca teria descoberto”, completou.
O projeto para instalação das câmeras corporais nos PMs é de autoria do deputado estadual Wilson Santos (PSD). No entanto, enfrenta resistência da própria Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa e está com tramitação travada.
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