Homem encontrado em viatura pode estar morto desde quinta, diz delegado

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O delegado Rodrigo Azem, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, afirmou que o homem encontrado na manhã desta segunda-feira (06) dentro de uma viatura da Polícia Militar , que estava estacionada na Praça Alencastro, no Centro, pode estar morto desde quinta-feira (02).

André Gomes/Esportes e Notícias

Como já informado pelo , segundo a própria PM, por volta das 8h40, um agente abriu a porta da viatura e sentiu um mau cheiro muito forte vindo de dentro do veículo. Ele foi averiguar o que era, abriu o porta-malas e viu o corpo de um homem, já em decomposição.

Em entrevista à imprensa, o delegado afirmou que o corpo estava em avançado estado de decomposição. “Precisa ser feito um exame de perícia agora, foi colhida impressão digital na própria viatura para saber de que forma que essa vítima adentrou nessa viatura, quais foram as circunstâncias do ocorrido”, explica.

“O que nós conversamos com a perícia é que, nesses casos, pelo estágio avançado dele, seria de dois a três dias. E para começar o mal cheiro, pelo menos um dia e meio a dois. Claro que nós temos que considerar a questão do calor e tudo. Então, essa vítima pode estar ali desde quinta, sexta-feira ou também pode ter entrado no domingo. Agora é a investigação da DHPP que vai esclarecer todos esses fatos”, salienta.

A informação mais provável é de que o homem, que seria morador de rua, teria entrado na viatura e acabou ficando trancado. Azem afirma que conversou com policiais militares, que disseram que a viatura fica trancada, mas com o porta-malas aberto. No entanto, nenhuma possibilidade está descartada.

“O carro estava trancado, mas o porta-malas estava aberto, destrancado. Então, há a possibilidade de a vítima ter adentrado ali a viatura, mas nós não descartamos nenhuma linha de investigação. Tudo vai ser apurado com a ajuda das imagens das câmeras de segurança e também com a questão de deslocamento da própria viatura em si para apurar como que houve a entrada, se foi voluntária ou não, da vítima”, destaca.

Ainda segundo o delegado, inicialmente não foram identificados sinais de violência no corpo. “Inicialmente não (sem sinais de violência), mas é até difícil falar por conta do estágio avançado que se encontrava o corpo. Nós temos que considerar a questão do calor excessivo dentro de um porta-malas. Então, isso só mesmo oficialmente com a Politec”, diz.

As câmeras do Vigia Mais MT, presentes na região, também ajudarão nas investigações, lembra o delegado.

“Nós já levantamos, tem câmeras na estação Alencastro, tem câmeras aqui aos redores do comércio. Todas essas câmeras estão sendo coletadas as imagens para análise das investigações”, acrescenta.

A Polícia Militar também abriu procedimento administrativo e investigativo para apurar o caso.

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Link da Matéria – via RD News

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