
Em um ato histórico, a vereadora de primeiro mandato, Paula Calil (PL) foi eleita presidente da Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá e conseguiu eleger uma chapa 100% feminina, chamada Renovação e Igualdade, para o biênio 2025-2026. O placar foi de 19 votos sim, 6 abstenções e duas ausências.
A composição ficou desta forma: presidente, Paula Calil; vice-presidente, Maysa Leão (Republicanos); 2ª vice-presidente, Michelly Alencar (União Brasil); 1ª secretária, Katiuscia Manteli (PSB); e 2ª secretaria, Drª Mara (Podemos).
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Ao apresentar a chapa, Paula Calil prometeu indepedência frente ao Executivo. Também destacou o momento histórico em que a chapa 100% feminina já que 8 vereadoras foram eleitas para a nova legislatura.
“Nossa chapa traz o simbolismo do momento histórico. Não queremos causar divisão. Queremos destacar e marcar na história da cidade. É uma chapa extremamente qualificada. Somos uma chapa diversa com 5 partidos representados. Estamos respeitando a proporcionalidade partidária nesta legislatura. São vereadoras com diferentes posicionamentos que buscam soluções para bem comum de Cuiabá. Nossa proposta é uma gestão participativa, ouvindo os 27 vereadores e tomando decisões colegiadas. Vamos respeitar e defender prerrogativas dos mandatos e o Regimento Interno, com independência frente ao Executivo. A Mesa vai trabalhar por todos os vereadores”, disse Paula Calil.
Votação
Além das cinco integrantes da chapa, votaram SIM os vereadores Alex Rodrigues (PV), Baixinha Giraldelli (Solidariedade), Cezinha Nascimento (União Brasil), Daniel Monteiro (Republicanos), Dilemário Alencar (União Brasil), Eduardo Magalhães (Republicanos), Ilde Taques (PSB), Kássio Coelho (Podemos), Samantha Iris (PL), Maria Avallone (PSDB), Marcrean Santos (MDB), Rafael Ranalli (PL), Sargento Joelson (PSB) e Tenente-coronel Dias (Cidadania).
Os vereadores Dídimo Vovô (PSB), Demilson Nogueira (PP), Jeferson Siqueira (PSD), Mário Nadaf (PV), Marcus Brito Júnior (PV) e Wilson Kero Kero (PMB) se abstiveram de votar. Já Chico 2000 (PL) e Adevair Cabral (Solidariedade) se ausentaram da sessão.
Jessé Soares
Polêmicas
O pleito foi marcado por interferências externas, provocadas tanto pelo prefeito Abilio Brunini (PL), que gostaria de ter a aliada Paula Calil na presidência, como de lideranças partidárias e deputados estaduais, que tentavam estender os laços de influência e emplacar uma chapa alternativa
O então presidente da Câmara Chico 2000 tentou buscar a reeleição. No entanto, “jogou a toalha” após concluir que não teria votos suficientes e recuou. Na sessão de hoje, se retirou após usar a tribuna para não votar na adversária.
Antes do recuo, Chico ainda tentou uma manobra, tornando a eleição da Mesa Diretora secreta, com o intuito de “blindar” os vereadores. A manobra foi vista como um incentivo à traições e um completo atropelo ao Regimento Interno, entendimento que a Justiça de Mato Grosso também teve, resultando em uma liminar que suspendeu a medida.
Entre as falhas, o projeto de resolução foi apresentado em regime de urgência em sessão extraordinária, onde devem ser analisados apenas matéria de interesse relevante para a sociedade. Além de que, Chico desconsiderou que o quórum mínimo para aprovação seria de 2/3, ou seja, 17 votos – foi aprovado pelo placar de 15 a 9.
Para 2025, o duodécimo do Parlamento cuiabanio está estimado em mais de R$ 100 milhões.
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