
O procurador Rodrigo Fonseca Costa, que irá assumir como procurador-geral de Justiça durante o biênio 2025-2027, promete evoluir as ações implementadas pela atual gestão à frente do Ministério Público Estadual e estuda a abertura de concursos para promotores e servidores, a fim de garantir que o órgão consiga acompanhar o crescimento do estado.
Em entrevista ao na sede da PGJ, em Cuiabá, onde irá atuar a partir de 7 de fevereiro do ano que vem, o novo chefe do MPE, que assumirá o lugar atualmente ocupado por Deosdete Cruz Junior, ainda fala sobre modernização das ferramentas do órgão – como adoção do uso da Inteligência Artificial – e a criação de uma espécie de força-tarefa para combate ao crime organizado. Rodinei Crescêncio/Rdnews
O novo chefe do Ministério Público Estadual, procurador de Justiça Rodrigo Fonseca, durante entrevista ao Rdnews
Fonseca afirma que já faz estudos técnicos para a possível abertura de concursos no primeiro ano do mandato, principalmente para o cargo de promotor de Justiça. “Isso vai ser conforme as demandas. Nós vamos fazer estudos e, conforme as necessidades, vamos fazer concurso. Deve ter um concurso de promotor. Hoje nós temos um quadro com vagas que a gente deve abrir no começo da gestão. O estado vem crescendo muito e, com isso, vai crescendo os quadros, seja de servidor, seja de promotor”, destaca.
Para servidores, segundo o novo PGJ, deve haver outro estudo. Para essa função, segundo ele, a terceirização não está descartada. “Está sendo feito um estudo para ver quais são as necessidades reais, de onde a gente precisa de mais servidores, onde a gente tem uma terceirização mais eficiente. É esse estudo que vai dizer qual o caminho adequado”, completa.
Ferramenta que chegou para ficar, a Inteligência Artificial é outro ponto abordado pelo novo PGJ, que avalia a implementação como necessária para auxiliar os membros do Ministério Público – prevendo inclusive a capacitação de pessoal para o uso da tecnologia, a fim de dar celeridade ao trabalho.
“Vamos investir e capacitar os promotores, servidores e assessores para trabalhar com ela. Investir na aquisição de produtos relacionados à inteligência artificial. A inteligência artificial não é o futuro, ela é o presente. E nesse presente ela pode auxiliar muito, porque a inteligência artificial hoje consegue compilar e resumir dados de forma muito rápida”, salienta.
“Essa compilação e resumo de dados é muito eficiente, tanto na parte de investigação, quando você precisa avaliar licitações de uma prefeitura em andamento [por exemplo]. Se você fosse fazer isso manualmente, pedindo documentos, você gastaria muito tempo. A inteligência artificial faz isso em minutos”, acrescenta.
O novo chefe do MPE ainda se mostra atento à situação vivenciada em Mato Grosso hoje, com as facções criminosas aumentando seus tentáculos pela sociedade e exigindo uma resposta rápida do poder público. Rodrigo Fonseca destaca que quer uma evolução do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e do Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco), pensando em uma atuação conjunta com as forças de segurança pública. “O que eu venho defendendo é que a gente integre cada vez mais os mecanismos de perseguição do crime organizado”, salienta.
“Gaeco, GCCO [Gerência de Combate ao Crime Organizado] da Polícia Civil, Inteligência da Polícia Militar, o Ficco [Força Integrada de Combate ao Crime Organizado] da Polícia Federal. Nós temos que integrar esses órgãos, porque o crime organizado não tem limites territoriais, não tem limites de comarca, então os órgãos têm que estar integrados. O crime organizado não tem essas subdivisões. Do jeito que eles estão unidos e integrados do lado de lá, nós temos que estar unidos e integrados do lado de cá, pelo lado do Estado”, completa.

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