
Dani Cunha/TJ
Desembargador Orlando Perri conduz audiencia de conciliação. Governador Mauro Mendes, senador Jayme e presidente do TCE Sergio Ricardo acompanham
Prestes a encerrar o mandato, o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) é contrário à decisão do eleito Abilio Brunini (PL), que pretende extinguir a Empresa Cuiabana de Saúde (ECSP). Em entrevista à imprensa, o emedebista inicia dizendo que seria antiético da sua parte julgar os atos do novo gestor, que assume o cargo em 1º de janeiro, mas frisa que “ele (Abílio) vai poder assumir a cadeira, vai ver a complexidade (da Saúde)”. Abílio, por sua vez, voltou a garantir que a decisão está tomada e disparou: “Quando a gente assumir, a gente vai ensinar ele (Emanuel) como faz”.
Declarações foram dadas durante audiência de conciliação que debate o caos na saúde de Cuiabá e de Várzea Grande. Encontro reuniu ainda o prefeito de Várzea Grande Kalil Baracat (MDB) e a eleita Flávia Moretti, além de outras autoridades como o governador Mauro Mendes (UB) e o presidente do TCE Sérgio Ricardo. Trabalhos são presididos pelo desembargador Orlando Perri.
Apesar de dizer que não quer julgar os atos do sucessor, Emanuel ressalta que ser o prefeito da Capital é um exercício diário de conhecimento e que, para ele, acabar com a ECSP é um retrocesso. “A empresa Cuiabá de Saúde, até do ponto de vista jurídico, ela dá mais agilidade para o gestor atender à demanda da população. Na minha avaliação, eu fortaleceria a ECSP e não acabaria com ela”.
O emedebista detalha que o modelo da empresa propicia a assinatura de carteiras dos funcionários, facilitando, por exemplo, a dinâmica de gestão dos leitos de UTIs e de enfermarias. “Você precisa ter uma estrutura ágil porque você está lidando com vidas. Você precisa salvar vidas. Então, a rotatividade de enfermeiros, de médicos, de prestadores de serviços, ela é muito grande. Você não pode ter uma estrutura amarrada como é a administração direta para gerir uma unidade hospitalar”, reflete.
Para Emanuel, o modelo adotado hoje é o ideal e ele defende ainda que gostaria que também fosse estendido para a gestão das UPAs, deixando apenas a atenção básica, com atenção primária, vinculada exclusivamente à Saúde. Reprodução/TJ
Prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro e novo gestor da Capital Abilio Brunini
Abílio, por sua vez, rebate a tese de Emanuel. O liberal diz que o atual gestor está equivocado tendo em vista que legislação atualizou e que não há mais sentido para a manutenção da empresa. “Hoje com novos processos de licitação está muito mais fácil, não precisa mais de uma empresa pública para isso. Coloca um procurador dentro da secretaria de Saúde, facilita esse processo, monta uma equipe de licitação que não vai fraudar nenhum processo licitatório, evita, inclusive, aparecer polícia lá por qualquer escândalo de corrupção e faz a coisa acontecer. Quando a gente assumir, a gente vai ensinar ele como faz”.
Na última sexta (13), Abilio revelou que a empresa deixará um rombo de R$ 200 milhões nos cofres Saúde de Cuiabá e defender a sua extinção. “A gestão, da forma que está, é prejudicial aos cofres da Secretaria de Saúde. […] Nós vamos romper com isso. A gente vai tirar a gestão da Empresa Cuiabana de cima da Secretaria. A Empresa Cuiabana não vai mais administrar o HMC, não vai administrar o São Benedito, não vai administrar nenhum hospital e vai voltar para a Secretaria de Saúde e a Empresa Cuiabana, até a sua extinção, vai administrar apenas contratos que estão em fase término”, disse o novo prefeito – saiba
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