Margareth diz que só se interessa por disputa ao Senado e em aliança de direita

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Rodinei Crescêncio/Rdnews

A senadora Margareth Buzetti (PSD) afirma que vai lutar para construir sua candidatura ao Senado em 2026 e descarta disputar qualquer outro cargo. “Pra mim, se eu apostar tudo e voltar pra casa, pra mim tá tudo bem. Eu não acho que a política tenha que ser a minha vida. Eu acho que tudo passa pela política”.

Além disso, assevera que só será candidata se conseguir espaço em alguma aliança formada por partidos de direita. “Eu vejo espaço sim. Eu não sou uma pessoa que fica pulando de galho em galho. Eu tenho lado, sempre tive, me considero sim de direita “, afirma ao comentar a inflação de pré-candidatos,  durante entrevista ao .

Nesta linha,   pondera que, embora reconheça que há pessoas boas dentro da esquerda, a sua ideologia não permite se aliar a partidos esquerdistas  para se viabilizar.

Em 2022, após o governador Mauro Mendes (União Brasil) firmar dobradinha com Wellington Fagundes (PL), o então deputado federal Neri Geller (PP) deu uma guinada à esquerda – em aliança com o PT, PV e PcdoB-, com o apoio do senador Carlos Fávaro (PSD), de quem era próximo, para viabilizar sua candidatura ao Senado, que não foi vitoriosa.

De malas prontas para retornar para o PP, a parlamentar ressalta que vai mergulhar nas articulações com afinco para se viabilizar, mas que, se não por possível, retomará a sua vida na iniciativa privada. Caso seja candidata,   deve encarar dura disputa já que atualmente há uma inflação de “pré-candidatos”.

Entre eles está o senador licenciado e ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD), de quem Buzetti é suplente, mas não possui mais uma boa relação e, por isso, retornará ao PP; e o governador Mauro Mendes, com quem a parlamentar tem muita proximidade.  

Margareth ressalta que seu desejo é se manter no grupo liderado pelo governador, que tem o PP – partido em que ela deve se filiar novamente – na sua base de sustentação. Apesar disso, ressalta que não teria dificuldade de concorrer, em eventual aliança com o PL que também poderá lançar candidato ao governo.

“O grupo que nos elegeu em 2018 é o grupo do governador Mauro Mendes. Ele ainda não disse que é candidato. Se ele for, como tem duas vagas, e ele me aceitar, eu gostaria de concorrer com ele. Mas, se o PL lançar outro lado, vamos lá, vamos disputar, vamos ver o que dá. Eu não sou extrema-direita e não sou esquerda, ponto. Entendeu? O extremismo não é bom pra nenhum lado”, avalia.

O deputado federal José Medeiros (PL) e a deputada estadual  Janaina Riva (MDB) também têm se articulado para concorrer ao Senado. “Por exemplo, tem eu e a Janaína, né, que está se colocando como candidata. Aí a população vai ter que avaliar. Porque eu tenho uma vida, tenho uma vida empresarial, eu sou de direita, eu não mudo e eu não apoio a ideologia da esquerda. Que é o caso, muitas vezes, de candidatos aí que ficam pulando de galho em galho. A própria Janaína apoiou em Rondonópolis o Thiago [Silva contra o candidato da direita [Cláudio Ferreira]”, diz. Janaina é filiada ao mesmo partido de Thiago.

Rodinei Crescêncio/Rdnews

Reconstrução do PP

Prestes a retornar para o PP, senadora reflete que a legenda precisa se reinventar e se fortalecer. Em 2022, quando Neri foi candidato ao Senado e perdeu, o partido não chegou a montar chapa a deputado federal e acabou perdendo espaço no cenário político. Na Assembleia Legislativa  tem apenas Paulo Araújo, presidente estadual da legenda.

Margareth avalia que o PP era um partido muito forte e continua sendo, mas reconhece que a estratégia em 2022  não foi a mais adequada. Entende que o então presidente Neri Geller, além de seu projeto ao Senado, deveria ter montado uma forte chapa de deputado federal. “Eu dizia, olha, cuidado, tenha o pé no chão, as coisas não são assim, mas ele definiu e deu no que deu, né?”. A senadora ressalta, entretanto, que Neri foi um ótimo parlamentar e que ajudou a construir muitas coisas dentro do PP.

Neste contexto de reconstrução, o presidente do PP Paulo Araújo promete formar uma chapa forte a federal. Além de Neri, ele quer atrair a primeira-dama Virgínia Mendes, hoje no União Brasil,  e mantém conversações com outros políticos.

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Link da Matéria – via RD News

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