
Adufmat
Docentes e técnicos administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) fizeram uma manifestação na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, na manhã desta segunda-feira (03). Os servidores, que estão em greve por tempo indeterminado, exigem uma proposta melhor do Governo Federal para atender suas pautas, que vão desde reajustes salariais e reestruturação de carreira a melhorias nas universidades.
Com muitos cartazes, dezenas de profissionais estiveram presente na passeata. Um carro de som acompanhou o movimento, falando sobre as pautas.
“Queremos que o Governo Federal cumpra sua promessa de valorizar a educação. Isso começa com sentar na mesa e apresentar uma proposta decente para docentes e técnicos administrativos e além disso, recompor o orçamento das universidades, para que, ao recebermos estudantes indígenas, quilombolas, da periferia, eles possam ter bolsa para que continuem aqui se dedicando à pesquisa, aos estudos, às aulas, sem medo de passar fome e de não ter dinheiro para pagar o aluguel”, afirmou o diretor-geral da Adufmat e membro do Comando Local de Greve, Maelison Neves.
Os servidores que participaram do ato pertencem à Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat), Sindicato dos Servidores Técnicos-administrativos da UFMT (Sintuf) e Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe). A Adufmat entrou em greve no último dia 20 de maio, o Sinasefe em diferentes datas de abril e o Sintuf no dia 14 de março.
“Muitos estudantes saíram de suas casas do interior do Estado ou de outros estados com o sonho de estudar em uma universidade federal, mas sem dinheiro para ele permanecer aqui, ele vai embora, e perdemos pessoas com potencial de contribuir com seus saberes para o país. Por isso essa greve não é corporativa, é pela defesa da universidade pública e para que ela tenha condições de funcionar e prestar serviços de qualidade para a população”, pontuou.
Adufmat
Outro ponto levantado pelo diretor foi a assinatura de um acordo entre o Governo e a Proifes-Federação no último dia 27, com o objetivo de encerrar a greve. Segundo a Adufmat, a entidade não tem legalidade para representar docentes por não obter Carta Sindical.
“O Governo Federal tentou acabar com a nossa greve, assinando com um sindicato fajuto, mas não conseguiu, nós revertemos na Justiça. O sindicato não representa nem a própria base. Nossa greve só tem aumentado. Vamos até o fim, até que tenhamos uma proposta de fato”, defendeu Maelison Neves.
Nesta segunda, haverá uma nova reunião com o Governo Federal, em Brasília, na qual as categorias depositam expectativas.
Adufmat
Pautas e propostas
Os principais pontos da última contraproposta apresentada pelos docentes, especificamente, são: com relação ao reajuste salarial, recomposição de 3,69% em agosto de 2024, 9% em janeiro de 2025 e 5,16% em maio de 2026, além de reajuste linear, sem alteração dos “steps”. Também pedem recomposição orçamentária para as Instituições Federais de Ensino Superior de, no mínimo, R$ 2,5 bilhões em 2024 e, posteriormente, recomposição para os valores de 2016, com a correção inflacionária.
Com relação à aposentadoria, os servidores querem a garantia de paridade entre ativos e aposentados e reposicionamento dos aposentados na posição relativa ao teto da carreira, em que se encontravam no momento da aposentadoria.
Também há uma série de reivindicações sem impacto orçamentário, como a revogação de leis e decretos, a exemplo do decreto 1590/1995, modificando “magistério superior” para “magistério federal”; da lei 12.772/2012, para que o novo ingresso na carreira não implique na retomada ao primeiro nível da carreira, mas a continuidade na posição de origem; da Portaria 983/2020, que impõe o ponto eletrônico e amplia a carga horária da carreira EBTT; e das Instrução Normativa 15/2022 (que estabelece restrições aos pedidos de adicional por insalubridade), 66/2022 (com pagamento retroativo aos prejudicados em processos de progressão e promoção desde sua imposição) e 49/2023 (por representar ataque ao direito de greve).Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI )

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