
O prefeito eleito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), após vistoria no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), nesta quinta-feira (12), afirmou que a população que depende do atendimento público tem sido vítima de “maldade”, visto que, muito casos são de baixa complexidade, e que os procedimentos médicos poderiam ser feitos de maneira mais célere, evitando uma “estadia” desnecessária de pacientes.
Gabriel Rodrigues
Abilio esteve na unidade ao lado da futura secretária de Saúde, Dr. Lúcia Helena, em uma visita que durou cerca de 2 horas. Ele destacou que o descaso e a ineficiência da gestão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), além de ter gerado um rombo milionário, de R$ 200 milhões, somente com o HMC, pode ter gerado mortes que poderiam ter sido evitadas.
“Isso é uma maldade com o paciente, é uma maldade com a eficiência. Porque lá na UPA tem alguém deitado em uma cadeira esperando liberar o espaço para vir para cá. Então essa ineficiência de gestão é um grande problema e gera um alto custo. Ela transforma esse hospital em mais caro do que um hospital privado”, disparou ele.
No que se refere às internações desnecessárias, ele comentou que presenciou diversas situações no HMC, que são de rápida solução, porém, não são feitas dentro do prazo e acabam gerando custos extras para a administração.
“A maioria dos pacientes que está aqui já poderia passar pelo procedimento cirúrgico e já poderia estar em sua casa. Tem uma senhora, por exemplo, que era um procedimento simples. Ela está desde domingo parada na cama, porque ou não chama, ou falta equipamento, ou falta material para fazer o procedimento dela”, comentou.
Diante deste cenário, Abilio acrescentou que todos os fatos foram presenciados também pelo promotor de Justiça da Saúde, Milton Mattos, que pode levar informações ao Tribunal de Justiça do Estado, Tribunal de Contas de Mato Grosso e ao próprio Ministério Público.
Abilio, Milton e a futura secretária de Saúde ainda encontraram uma sala com documentos de pacientes, que ‘comprovariam’ que a Prefeitura estaria se beneficiando da superlotação: “Ganhando diária do Ministério da Saúde, colocando processos dentro, como se o paciente estivesse a cada dia sendo atendido por psicólogos, terapeutas, fonoaudiólogos, e muita das vezes esse procedimento não está sendo feito dentro da enfermaria onde a pessoa está esperando o atendimento”, criticou.
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