Bolsonarista confirma pré-candidatura a federal e defende Pivetta ao governo

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Rodinei Crescêncio/Rdnews

Jornalista Greyce Lima entrevista viúvo de Amália Barros durante o Rdtv Cast, do grupo Rdnews

Thiago Boava (PL), viúvo da então deputada federal Amália Barros, confirma ser pré-candidato a federal em 2026 . Ele revela que o projeto teve início após pedido do casal Jair Bolsonaro, ex-presidente da República, e Michelle Bolsonaro, com quem possui relação de proximidade. “Me incentivaram muito a ficar em Brasília e falaram: ‘por que você não dá continuidade no trabalho que ela (Amália) tinha, que ela vinha fazendo e quem sabe, se candidatar em 2026 a uma vaga’”, conta Thiago, durante visita ao , onde concedeu entrevista ao Rdtv Cast e ao portal, Thiago também comentou a corrida ao Palácio Paiaguás e defendeu o nome de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao governo.

O nome do pecuarista, conforme já publicou o Blog do Romilson , é uma das apostas do PL para a Câmara Federal em 2026. Além de Thiago, a chapa do PL deve ser composta também pelos atuais federais Nelson Barbudo e Coronel Fernanda, que devem disputar à reeleição. José Medeiros, por sua vez, quer ir ao Senado e Abilio Brunini vai renunciar ao mandato para assumir a Prefeitura de Cuiabá – no seu lugar assumirá Rodrigo Da Zaeli. Nos bastidores, se cogita ainda a migração do Coronel Assis (União) para o PL e há a possibilidade da ex-prefeita de Sinop Rosana Martinelli disputar a Câmara Federal – atualmente ela é suplente do senador Wellington Fagundes (PL), já tendo assumido a vaga durante licença dele.

O pecuarista revela que, desde a morte de Amália, que completa sete meses nesta quinta (12), ele tem morado em Brasília e que, por enquanto, tem vindo pouco para Mato Grosso em razão da saudade da esposa. “Confesso que tem dias que eu oscilo um pouco nesse desejo (de ser candidato), porque remete cada vez mais ela. Eu fui à Câmara Federal receber um prêmio e, até entrar lá, eu choro, porque eu lembro dela”, desabafa. Ele pondera que, por outro lado, vê em seu projeto a chance de dar continuidade ao legado de Amália e também de ampliar, visto que possui um perfil diferente dela.

Ele ressalta que Amália tinha um perfil muito voltado para as causas sociais, especialmente as demandas dos PCDs. Já ele, por ser pecuarista e ser de Mato Grosso, tem esse olhar voltado às pautas do agronegócio. “Pela influência que ela deixou e o contato que eu tive, com certeza também vou ter esse olhar (social). Eu sou pecuarista, né, meu pai é produtor e, seria uma mistura dos dois (de Amália e dele)”.

Governo

O bolsonarista afirma não ter certeza se a melhor estratégia para o PL é lançar um candidato ao Governo em 2026. Thiago destaca que hoje, para ele, a melhor opção é o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que deve assumir o comando do governo em abril de 2026, caso Mauro Mendes (União) renuncie para concorrer ao Senado. “Vejo o nome dele (Pivetta) como um excelente nome para continuar governando o Estado. Tenho uma relação muito boa com ele, uma relação de admiração, de amizade. Converso com ele com uma certa frequência, gosto da política que ele faz. No cenário de hoje, se fosse candidato a governo, meu voto seria de Otaviano Pivetta”, frisa Thiago. Mayke Toscano/Secom-MT

Otaviano Pivetta (Republicanos) é pré-candidato ao governo de Mato Grosso

O pecuarista destaca ainda que Mauro está fazendo um governo melhor do que os anteriores. “Estamos melhores do que já estivemos, mas poderíamos estar melhor”. Neste sentido, defende que Pivetta, com a visão empresarial e por ter sido um ótimo vice, tem tudo para “fazer um excelente governo”.

Posição de Thiago diverge de ala bolsonarista que sonha em concorrer ao Paiaguás. Atualmente, dois nomes são cotados: do senador Wellington, que se colocou à disposição do grupo; e Odilio Balbinotti (sem partido), que ensaia filiação no PL para disputar pleito. Perguntado sobre qual dos nomes acha melhor, o viúvo de Amália diz não poder fazer o comparativo porque não conhece Balbinotti.

Thiago ressalta, entretanto, que já ouviu falar muito bem do empresário. Sobre Wellington, ele diz ter uma relação de muito carinho com o senador, que foi o primeiro a convidar Amália para ingressar na vida pública, durante evento do lançamento de seu livro, com a presença de Michelle Bolsonaro. Thiago lembra que Amália não queria ser candidata, mas acabou sendo convencida. “A gente é grato a ele, a insistência dele ali e ele é muito solícito, toda vez que procuro ele atende, mas eu não sei avaliar e não consigo nem comparar porque eu não conheço o Balbinotti”, desconversa.

Morte de Amália

Amália morreu aos 39 anos em 12 de maio . Ela morreu após sofrer complicações após a retirada de um nódulo no pâncreas. Formada em jornalismo, a deputada perdeu a visão do olho esquerdo aos 20 anos por conta de uma infecção, a toxoplasmose. Após passar por 15 cirurgias, ela teve, em 2016, que remover o olho e passar a usar uma prótese ocular.

Filiada ao PL, a jornalista foi eleita deputada federal por Mato Grosso, em 2022, após obter  mais de 70 mil votos.

Link da Matéria – via RD News

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