
Geovane Oliveira de Souza, 25, deve ser julgado nesta quinta-feira (12), pelo Tribunal do Júri de Cuiabá, pela tentativa de feminicídio contra sua ex-namorada J.P.S. ocorrida no último mês de abril. Eles namoravam desde que tinham 14 anos de idade e a vítima começou a ser perseguida após terminar o relacionamento. Ele invadiu a casa dela e a atacou com facadas.
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De acordo com os autos, a vítima e o suspeito namoravam desde que tinham 14 anos e em fevereiro deste ano a mulher terminou o relacionamento com Geovane. Ele, por não aceitar o fim, passou, insistentemente, a frequentar a residência dela buscando reatar o namoro. Por causa disso a vítima decidiu bloqueá-lo em suas redes sociais e também no WhatsApp.
O bloqueio apenas intensificou as idas de Geovane à casa da ex, sempre buscando causar nela um sentimento de culpa e abalo psicológico, manipulando-a a voltar sob o argumento de que tentaria algo contra a própria vida caso ela não o aceitasse de volta. Esta situação teria deixado a vítima extremamente perturbada e amedrontada.
Neste contexto de perseguição na tentativa de reatar o namoro, no dia 24 de abril de 2024, por volta das 3h, quando a mulher chegou em casa do trabalho e entrou no banheiro para tomar banho, recebeu uma mensagem de Geovane que dizia “se você gritar, morre você e quem vier ver o que aconteceu… só quero conversar”.
Em seguida o homem invadiu a casa, entrou no quarto e quando a vítima saiu do banheiro ele a abordou com uma faca na mão dizendo: “não grita, só quero conversar”. Muito assustada, a vítima gritou por socorro e o suspeito partiu na direção dela, atingindo-a com golpes na região do peito e braço.
A mãe e a irmã da vítima acordaram com os gritos e a socorreram. O suspeito ainda derrubou a mãe dela no chão e fugiu, levando a faca. A vítima foi levada para o hospital e foi verificado que ela teve uma perfuração no pulmão. Ela sobreviveu e Geovane foi pronunciado pelo homicídio tentado com as qualificadoras de motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima, no âmbito de violência doméstica, na presença de ascendente e feminicídio.

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