
A Tribuna
Presidente Junior Mendonça emplaca voto secreto na Câmara de Rondonópolis com a esperança de conquistar os votos necessários para se reeleger
O presidente da Câmara de Rondonópolis Júnior Mendonça (PT) articulou a aprovação do voto secreto para a Mesa Diretora como última cartada para tentar se reeleger. Com isso, Júnior acirra a disputa com Paulo Schuh (PL), candidato apoiado pelo prefeito eleito Cláudio Ferreira (PL), que seria eleito em 1º de janeiro, caso a votação fosse aberta, sem dificuldades.
Júnior Mendonça lançou mão da estratégia após ouvir de colegas que “eles simpatizam com seu projeto”, mas que têm dificuldade de votar no PT. Diante disso, o petista partiu para o ataque e defendeu a medida – mesma aplicada na Assembleia de Mato Grosso, Senado e Câmara Federal – como forma de combater a suposta interferência de Cláudio que, segundo o ele, estaria ameaçando demitir parentes e pessoas indicadas por vereadores caso não os parlamentares não votem em Paulo.
Texto do voto secreto foi aprovado, em primeira votação, por 13 a 5. Votaram contra Kalynka Meirelles (PL), Paulo Schuh, Doutor José Felipe Horta (PL), Beto do Amendoim (PSB) e Subtenente Guinâncio (PSDB). Já na segunda votação, placar ficou em 11 a 5 porque Batista da Coder (PSB) e Adilson Naboeiro (MDB) deixaram o plenário. Os votos contrários foram os mesmos.
“Prefeito Claudio, o senhor é um tirano. O senhor está ligando de vereador para vereador. Colega vereador Batista e vereador Adilson Naboeiro já sairam daqui de medo do senhor. É essa prefeitura que vai oferecer novidade? É isso colega prefeito Cláudio? Eu não estou entendendo vossa excelência”, dispara Júnior Mendonça, da tribuna, durante a votação – veja vídeo
Texto aprovado prevê que a cédula de votação será impressa com os nomes das chapas e será depositada em uma urna em uma cabine individual, sendo proibido o uso de qualquer dispositivo de comunicação e captura de imagem. “O sigilo do voto deve ser garantido sob pena de sanção por quebra de decoro parlamentar”, diz trecho.
Por fim, o presidente da Câmara garante estar disposto a ajudar Cláudio nas demandas da cidade e a votar as pautas que beneficiem a cidade. Ele afirma, entretanto, que o Parlamento não deve admitir pressões externas e que não será um puxadinho da prefeitura.
Reprodução
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