
Presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) disse ser contra uma nova intervenção estadual na Saúde de Cuiabá. Segundo ele, a medida poderia retirar a responsabilidade do prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB).
A nova intervenção chegou a ser cogitada pela Ministério Público Estadual (MPE), que apontou falhas e inconsistência em relação à prestação dos serviços de Saúde na Capital. No entanto, já está descartada. Tchélo Figueiredo
“Intervenção não dá mais. O problema é a gestão da Prefeitura de Cuiabá. A Prefeitura tem que ser penalizada por isso [crise na Saúde]. Agora, tem que aguardar a próxima gestão para arrumar essa situação”, afirmou.
Nessa segunda-feira (09), Botelho se reuniu com o governador Mauro Mendes (União Brasil) para tratar do assunto. O chefe do Executivo estadual também é contra nova intervenção.
“Não tem o menor sentido, faltando 15 dias [para encerrar a atual gestão]… Não sou eu que decreto intervenção, quem decreta é o Ministério Público, o Poder Judiciário e não falo por eles”, disse Mauro Mendes, lembrando que a população já interveio ao derrotar nas urnas o grupo político de Emanuel Pinheiro.
Neste sentido, Botelho lembrou que os repasses estaduais estão em dia. Por isso, reforçou as criticas a Emanuel Pinheiro.
“Faltam 20 e poucos dias e não faz sentido [uma nova intervenção]. Se voltar, vai só gerar mais confusão e depois distribuir responsabilidade. Quem tem que ser responsabilizado é quem está lá, quem vai terminar [o mandato]”, completou.
Na tarde de ontem, foi realizada reunião na ALMT na tentativa de impedir o colapso na Saúde de Cuiabá e Várzea Grande com participação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ministério Público Estadual (MPE) e representantes das duas prefeituras. O objetivo é evitar a falta de médicos, medicamentos, insumos e descontinuidade dos serviços.
Na reunião, ficou decidido que o desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), vai reunir os prefeitos Emanuel Pinheiro (MDB) e Kalil Baracat (MDB), de Cuiabá e Várzea Grande, além dos eleitos Abilio Brunini (PL) e Flávia Moretti (PL), que tomam posse em 1º de janeiro de 2025, para firmar um pacto pela Saúde dos municípios. O encontro deve acontecer na próxima quinta-feira (12).
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