Capitão denunciado por morte de aluno em treinamento tira licença médica

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O capitão Daniel Alves de Moura e Silva, do Corpo de Bombeiros, denunciado pelo homicídio duplamente qualificado do aluno Lucas Veloso Peres , de 27 anos, teve uma licença médica concedida nesta segunda-feira (3). A morte do jovem aconteceu durante um treinamento dos bombeiros , na Lagoa Trevisan, em Cuiabá, em fevereiro deste ano.

A licença foi concedida pelo comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Alessandro Borges, e foi publicada na edição desta segunda no Diário Oficial do Estado (DOE), com data retroativa. Daniel Alves terá licença médica por cerca de dois meses. Ela começou no dia 10 de maio e vai até o dia 8 de julho deste ano.

A denúncia contra Daniel Alves foi divulgada pelo em primeira mão em 23 de maio. No documento, assinado pelo promotor Paulo Henrique Amaral Motta, a 13ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá Crimes Militares denunciou na Justiça o capitão Daniel Alves de Moura e Silva e o soldado Kayk Gomes dos Santos, ambos militares do Corpo de Bombeiros.

Daniel Alves ministrava o curso de formação de salvamento aquático no dia do afogamento. Kayk Gomes era coordenador da aula no dia. Lucas Veloso chegou a ser levado ao Hospital H-Bento, onde não resistiu e morreu. Ele foi enterrado em Caiapônia (GO).

O promotor Paulo pede que seja instaurado o processo penal, com condenação e fixação de indenização aos familiares da vítima. O promotor pediu reparação de R$ 700 mil por parte do capitão Daniel Alvos e R$ 350 mil por parte do soldado Kayk. Caso a denúncia seja aceita, eles deverão ser responder na 11ª Vara Criminal Especializada de Justiça Militar.

O caso

Lucas Veloso era natural de Goiás e participada de uma aula de salvamento aquático quando teria se afogado. Ele não é o primeiro aluno a morrer durante um treinamento dos Bombeiros. Em 2016, o aluno Rodrigo Claro morreu durante atividades aquáticas, também na Lagoa Trevisan.

A responsável pelo treinamento, a tenente Izadora Ledur, foi acusada de maus-tratos contra Rodrigo, mas teve a condenação prescrita.

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