
Os vereadores eleitos Katiuscia Mantelli e Ilde Taques, ambos do PSB, negam que exista racha dentro da legenda. Isso porque os reeleitos Sargento Joelson (PSB) e Dídimo Vovô (PSB) não aderiram ao grupo capitaneado por Paula Calil (PL), que assumirá o primeiro mandato e tenta comandar a Câmara de Cuiabá e que teria Katiuscia como primeira-secretária. A ala contabiliza 11 votos. “Não se trata de racha entre os vereadores do PSB, se trata de escolhas por melhores perfis que funcionem”, assevera Katiuscia, em entrevista à imprensa, concedida ao lado de Ilde, que apoia o projeto da correligionária.
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Por outro lado, o vereador reeleito Dídimo Vovô faz parte da chapa que está sendo montada por Jeferson Siqueira (PSD). O socialista também sonha ser primeiro-secretário. O grupo também diz ter o apoio de 11 colegas.
Já no chamado G5 está outro integrante do PSB. Trata-se de Sargento Joelson que faz parte do do grupo que hoje se mantém em cima do muro e que deve ser o “fiel da balança” na definição da nova Mesa Diretora do Legislativo. Também fazem parte os vereadores Demilson Nogueira (PP), Eduardo Magalhães (Republicanos), Dilemário Alencar (União Brasil) e Daniel Monteiro (Republicanos).
Perguntada sobre essa “pulverização” dos vereadores eleitos pelo PSB, Katiuscia ameniza a situação. Ela argumenta que os correligionários foram eleitos com voto do povo, com voto popular e que, por isso, estão tendo a liberdade de escolha aquilo que entendem que consiga dar retorno para o seu eleitorado. “A questão da gente é ter eleito quatro vereadores como o PL. O Chico 2000 é do PL e declarou apoio à chapa do Jefferson. Nós temos quatro vereadores, temos dois com a Paula e temos o Dídimo com o Jefferson e o Joelson no G5”, confirmou.
A parlamentar de primeiro mandato, que será empossada em janeiro, garante ainda que o projeto de chapa pura de mulheres não naufragou e rebate críticas sobre divisão de gênero. Reflete que embora Jefferson tenha o apoio de duas mulheres, a sua chapa é masculina e ninguém critica. Nos bastidores, a informação é de que o parlamentar teria o apoio de Maria Avalone (PSDB) e de Doutora Mara (Podemos).
“Então, eu não vejo uma chapa 100% feminina como uma questão de gênero. Hoje, nós temos oito mulheres eleitas, é um momento e um marco histórico para Cuiabá. E eu acho que nós faremos história no momento em que tanto se discute o protagonismo feminino. É importante lembrar que é uma chapa para trabalhar para os vereadores e não só para as mulheres e só vamos chegar nesse consenso com o apoio dos homens. Nós temos hoje um grupo de homens nos apoiando e a gente acredita sim. Não se trata de ser homem ou ser mulher. Se trata da oportunidade de um marco histórico. Estamos falando de mulheres qualificadas, capacitadas e eleitas dentro de um processo legislativo, muito bem votadas e que colocaram o nome nessa discussão”, concluiu.
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