
A Escola Estadual Liceu Cuiabano Maria de Arruda Müller completa nesta terça-feira (03) 145 anos de história. Nos documentos da escola pela qual passaram o marechal Cândido Mariano da Silva Rondon e o ex-presidente Eurico Gaspar Dutra a história é escrita de forma contínua. A Universidade Federal de Mato Grosso contribui com um passo importante na história ao desenvolver o projeto de extensão “Centro de História e Memória da Educação – CHME-UFMT: catalogação e digitalização de acervos educacionais” para organizar e digitalizar a documentação da unidade escolar que trata tanto da educação básica quanto da educação superior.
Secom-MT
A professora Sandra Jung explica que o projeto foi estruturado a partir da necessidade de preservar e democratizar o acesso a documentos históricos produzidos por instituições educacionais em Mato Grosso. “A digitalização da Escola Estadual Liceu Cuiabano Maria de Arruda Müller é importante porque ela possui um acervo valioso, representativo de mais de 140 anos de história educacional no estado, que inclui registros deteriorados devido ao tempo e ao manuseio inadequado”, explica a professora a respeito do trabalho que envolve a classificação, higienização e digitalização dos documentos, garantindo sua conservação e disponibilização pública. “ A digitalização da Escola Estadual Liceu Cuiabano Maria de Arruda Müller é importante porque ela possui um acervo valioso, representativo de mais de 140 anos de história educacional no estado, que inclui registros deteriorados devido ao tempo e ao manuseio inadequado” Explica a professora Sandra Jung
Segundo a professora Sandra Jung, esse esforço contribui para consolidar o projeto de extensão como um espaço de pesquisa e extensão voltado para a preservação da memória educacional do estado. A iniciativa é desenvolvida em conjunto entre o Grupo de Pesquisa História da Educação e Memória (GEM-UFMT) do Programa de Pós-Graduação em Educação e o Liceu Cuiabano.
“A parceria entre o GEM/UFMT e o Liceu Cuiabano, consolidada pelo projeto, apresenta um modelo replicável para outras instituições históricas. Essa integração promove a troca de conhecimentos e práticas metodológicas, como a classificação documental e o uso de tecnologias para preservação, que podem ser adaptadas a outros contextos”, relata a docente.
A integração abre horizontes para outros acordos que possam preservar historicamente diferentes acervos cuiabanos. “Além disso, o projeto destaca a importância de acordos formais entre universidades e escolas, incluindo capacitações técnicas e suporte institucional. Essa abordagem pode servir de base para iniciativas que visem a recuperação de acervos escolares esquecidos ou em risco de perda, fortalecendo a identidade educacional e cultural de Cuiabá”, explica.
Capacitação de gestores
O acesso ao acervo envolve acordos com os gestores escolares e capacitações. “As estratégias incluem a realização de acordos formais e informais com gestores escolares, como ocorreu com o Liceu Cuiabano, onde a equipe do GEM obteve acesso ao acervo a convite da escola. O projeto também promove capacitações específicas para a equipe envolvida, como oficinas de digitalização e higienização de documentos, além de desenvolver um diagnóstico prévio da condição física dos materiais”, pontua a professora.
Com tantos arquivos históricos, há dificuldades para a realização da digitalização dos documentos. “Entre as dificuldades destacadas, estão a deterioração natural dos documentos, a necessidade de cuidados técnicos durante o manuseio e a limitação de recursos financeiros e tecnológicos. Esses desafios exigem planejamento detalhado e a busca de parcerias institucionais para garantir a continuidade das atividades”, finaliza a professora Sandra Jung.

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