Mauro vê perda de R$ 700 mi com isenção do IR e cobra compesação pela União

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O governador Mauro Mendes (União Brasil) declarou que Mato Grosso pode perder até R$ 700 milhões ao ano com a isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil.  Ocorre que o estado está entre os entes federativos que possuem leis que direcionam os recursos do IR, retidos  na fonte dos salários dos servidores públicos,  para cobrir o déficit financeiro dos seus próprios regimes previdenciários.

 Mauro Mendes cobra compensação por parte do Governo Federal. Segundo o governador, ao invés de cortar gastos, estão cortando receitas, o que considera um equívoco.

Lucas Rodrigues

“Quero saber como é que o Governo Federal vai compensar o estado de Mato Grosso? E essa é a mesma conversa  de todos os governadores. Se   está mexendo na nossa receita, tem que compensar. Como, se também vai perder”, declarou o governador.

Para Mauro Mendes, se aprovada, a isenção “pode impactar na vida de todos (…) porque o erro de um governante, quem paga o preço, lamentavelmente, é a população que ele se diz representar”. 

Além disso, o governador afirmou ainda que realizar um discurso “teórico e conceitual” não é suficiente quando trazido para a prática. “Estou mostrando que é um equívoco, eu me assustei quando eu vi, depois de um mês falando em corte de gasto, corte de gasto, o primeiro anúncio foi um corte de receita”, pontuou

Mauro Mendes  chegou a fazer uma comparação com o ano de 2022, quando reduziu o ICMS da energia elétrica e das telecomunicações.  Neste sentido, disse que, à época, o Governo do Estado  estava “correto e equilibrado, não devia muito”, o que permitiu a redução destacando que a dívida do Estado é pequena em relação ao que é faturado.

Promessa de campanha do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o anúncio sobre a isenção foi realizado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), nessa  quinta-feira (28). Caso seja aprovada pelo Congresso, a isenção para aqueles que recebem até R$ 5 mil começará a valer a partir de 1º de janeiro de 2026.

A proposta e faz parte do pacote de ajustes fiscais que busca economizar R$ 70 bilhões nos próximos dois anos. Entre as medidas propostas por Haddad estão a limitação do crescimento do salário mínimo, restrições ao abono salarial e combate a supersalários no funcionalismo público.

No entanto, o mercado reagiu mal ao anúncio. Com isso, o  dólar a atingir seu maior valor nominal no período do real como moeda, ultrapassando a marca de  R$ 6.

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Link da Matéria – via RD News

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