
Montagem/Rdnews
Membros do alto escalão do Comando Vermelho de Cuiabá utilizariam um apartamento de Paulo Witer Faria Paelo, 38 anos, o “W.T.” , para passar férias. O imóvel, localizado em um condomínio de luxo de Itapema, em Santa Catarina, teria sido adquirido com dinheiro oriundo do tráfico de drogas, segundo a Polícia Civil.
Nesta quarta-feira (27), a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) deflagrou a Operação Fair Play . Na ação, sete membros do Comando Vermelho foram presos, e um segue foragido. Eles são investigados por terem comprado e usufruído do apartamento.
Conforme o delegado Rafael Scatolon, o imóvel é avaliado em aproximadamente R$ 1 milhão. “Foi um apartamento pago à vista e em alguns balões dados pela organização criminosa”, destaca.
“É um imóvel de temporada ocupado por vários integrantes da organização criminosa quando estão a lazer, estão de férias, quando vão a passeio na cidade de Itapema. Era um apartamento usado pela facção em geral e por vários integrantes dela. Inclusive, um dos investigados preso nesta quarta esteve há alguns dias neste apartamento”.
Conforme o delegado Gustavo Belão, W.T. ficou no apartamento em uma viagem que fez ao Sul do Brasil para saltar de paraquedas . Como já informado anteriormente, o salto de paraquedas foi feito em 30 de dezembro de 2023. João Aguiar/Rdnews
Delegados Rafael Scatolon, Claudio, Gustavo Belão falam sobre investigações da Operação Fair Play
Além das prisões, a Polícia Civil também cumpriu mandados de busca e apreensão em diversos endereços de Cuiabá e no imóvel, em Santa Catarina. Três veículos de alto padrão, sendo um Volkswagen Nivus, um Jeep Renegade e um Nissan kicks, estão entre os bens apreendidos.
Lavagem de dinheiro
A operação desta quarta-feira é um desdobramento da Operação Apito Final , deflagrada pela GCCO em abril deste ano, contra Paulo Witer, que é tesoureiro do Comando Vermelho e principal investigado na Fair Play.
Também entre os alvos da Fair Play está um ex-assessor da Câmara de Vereadores de Cuiabá, investigado anteriormente em outra operação contra o crime organizado em Mato Grosso. E.J.X.P., de 40 anos, tem extensa ficha criminal. Ele respondeu a inquérito pela GCCO por delitos relacionados a instituições bancárias e em outros estados do País.
E.J.X.P. foi identificado como a pessoa que adquiriu como ‘laranja’ o apartamento na cidade de Itapema, em outubro de 2023, para o investigado Paulo Witer, que usufruiu do imóvel em diversas viagens ao litoral catarinense acompanhado de comparsas. A investigação apurou que o apartamento, em um condomínio de classe média, foi comprado com recursos provenientes do tráfico de drogas e para lavar dinheiro da organização criminosa.
Para pagar o imóvel, os investigados usaram uma tática conhecida como ‘smurfing’, que consiste em fracionar pagamentos bancários em valores menores a fim de despistar a fiscalização do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).
O advogado, J.C.D.S., 35 anos, foi a pessoa designada pelo tesoureiro da organização criminosa para olhar o imóvel, verificar a documentação e autorizar a compra do apartamento.
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