Não vamos tolerar desrespeito, afirma governador sobre posição do Carrefour

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O governador Mauro Mendes (União Brasil)  reiterou que Mato Grosso não vai tolerar qualquer tipo de desrespeito internacional e avaliou que a retratação feita pelo Carrefour   está atrelada aos prejuízos econômicos que devem ter sofrido  após o CEO da rede da francesa, Alexandre Bompard, suspender a compra de carne de países do Mercosul para abastecer as unidades francesas da empresa.

Mayke Toscano

A decisão do CEO chegou a gerar ruído diplomático entre Brasil e França. Em Mato Grosso, Mauro Mendes  pediu um boicote ao Carrefour e ao Atacadão , atacadista que pertence ao conglomerado do Carrefour no Brasil. Em entrevista ao Metrópoles,   destacou que o pedido de desculpas põe fim ao tensionamento instalado e server de exemplo para outras empresas, quanto à necessidade de respeito à produção brasileira: “Essa resposta foi rapidamente capturada no caixa do supermercado que começou seguramente a ter uma diminuição nas vendas”, disse.

“Acho que neste momento o reconhecimento público dele e o pedido de desculpa pode colocar sim um ponto final nisso e, a partir de agora, muitas outras empresas vão entender que têm que nos tratar com o devido respeito e com a devida importância que o Brasil tem no cenário internacional de comercialização de alimentos”, completou.

Dias atrás, Mauro Mendes chegou a cobrar um   posicionamento firme do presidente da República  Lula  (PT) para o enfrentamento à decisão do Carrefour de suspensão de importação de carnes do Mercosul. Ele defendeu a soberania da legislação nacional e argumentou que as autoridades brasileiras precisam ser protagonistas e participarem do debate amplo, contra qualquer tentativa de enfraquecimento da economia do país. 

“Nós, governadores, temos sim o direito e o dever de ser protagonistas na defesa desse importante setor que é muito relevante na atividade econômica do nosso país e, de parte, dos estados brasileiros”, pontuou.

No novo comunicado da empresa francesa, divulgado na manhã dessa terça-feira (26), houve o recuou e comprimisso de que continuará comprando a carne brasileira, como fazem “há 50 anos”. A empresa afirma que a decisão do CEO não tem como objetivo alterar “as regras de um mercado francês já muito estruturado nas suas cadeias de abastecimento locais”, mas sim garantir ajuda aos agricultores franceses, “mergulhados numa grave crise”.

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Link da Matéria – via RD News

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