
Rodinei Crescêncio/Rdnews
Momento em que advogado Flaviano Taques, um dos alvos da Sisamnes, chega à sede da Polícia Federal, em Cuiabá
O clima é de apreensão no prédio do Tribunal de Justiça, em Cuiabá, entre magistrados e servidores, com a presença de agentes da Polícia Federal em cumprimento a mandados de busca e apreensão.
Agentes chegaram logo cedo, por volta de 6 horas. E seguem vasculhando gabinetes e concentrados na área de TI.
Fontes revelam que as investigações sobre esquema de venda de decisões judiciais devem alcançar outros desembargadores, além de Sebastião Moraes Filho e João Ferreira Filho, que estão afastados das funções desde agosto por decisão do CNJ.
A circulação de agentes federais nos corredores e em alguns gabinetes alterou a rotina no TJ, sob efeito da operação Sisamnes para apurar crimes de organização criminosa, corrupção, exploração de prestígio e violão de sigilo funcional, envolvendo magistrados, advogados, lobistas, empresários, assessores e chefes de gabinete. As investigações tiveram início a partir da análise do celular do advogado Roberto Zampieri, assassinado em dezembro do ano passado.
Alguns bens estão sendo apreendidos, inclusive veículos em nome de terceiros – carros que teriam sido confiscados como parte de pagamento de negociatas. Entre os advogados presos está Flaviano Taques, que no início deste ano chegou a compor a lista sêxtupla à vaga de desembargador destinada à OAB pelo quinto constitucional.

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