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O deputado federal Nelson Barbudo (PL) defendeu um enfrentamento mais duro ao crime organizado e acusou a esquerda de “travar” o aumento das penas no Brasil, durante discurso no lançamento do programa “Tolerância Zero ao Crime Organizado” do Governo do Estado, nesta segunda-feira (25).
No entanto, o supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF-MT), desembargador Orlando Perri, contestou o parlamentar, afirmando que o problema da criminalidade é muito mais profundo.
“Orlando Perri, quero dizer que a bancada federal do Mato Grosso está empenhada em gênero, número e grau quanto ao aumento das penas. E para que todos saibam, o que nos impede senhor Perri, é a famosa esquerda. Vem o deputado com o contraponto esquerda x direita”, disparou Barbudo.
Na avaliação de Perri, o Brasil possui leis duras, mas que precisam funcionar. Neste sentido, pontuou ainda que há problemas sociais que precisam ser levados em consideração, pois apenas a repressão rígida não será um remédio eficiente para o combate ao crime organizado.
“Acho que a criminalidade deste país não vai se resolver apenas com a repressão. A criminalidade vem de causas muito mais profundas, do problema social, da miséria social, do problema psicológico do cidadão, muitos deles precisam ser tratados como se fossem doentes. Isso não sou eu quem diz, é o estudo da criminologia, que mostra que o crime organizado não pode ser combatido apenas e tão somente com leis duras”, argumentou o desembargador.
“Precisamos nos preocupar com a ressocialização das pessoas, porque, deputado Barbudo, o custo do preso nesse país é muito alto para nós que pagamos impostos. Aqui em Mato Grosso o custo de cada preso é de R$ 4,3 mil, por preso. É muito mais do que o governo pagaria para um universitário estudar”, emendou.
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