
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro (PSD), declarou apoio aos frigoríficos brasileiros que suspenderam vendas à rede Carrefour. Na Globo News, ele afirmou que a decisão “mostra a soberania e o respeito à legislação brasileira”.
Fávaro também elogiou a postura da indústria da carne nacional. Neste sentido, destacou o comprometimento com as normas sanitárias e a autonomia do setor.
Reprodução de vídeo
“Parabenizei a indústria da carne brasileira”, afirmou Fávaro, reforçando a relevância dessa medida para a imagem do Brasil no exterior. Veja Abaixo
Na última sexta-feira (22), frigoríficos brasileiros interromperam o fornecimento de carne ao Carrefour no Brasil. A decisão também abrange o Sam’s Club e o Atacadão, que fazem parte do conglomerado francês no país.
A medida foi uma resposta ao comunicado de Alexandre Bompard, CEO global do Carrefour, que declarou que a empresa suspenderia a compra de carnes do Mercosul. A suspensão das vendas deve continuar até que Bompard se retrate publicamente.
“Por mais que a União Europeia já não seja um destino tão robusto quanto foi no passado, quando chegou a representar 20% das exportações de carne, não podemos admitir que se coloque em dúvida essa qualidade tão amplamente reconhecida e é por isso que ficamos indignados com tais atitudes”, escreveu Fávaro nas redes sociais.
Reação ao Carrefour
Na semana passada, uma nota conjunta foi assinada por organizações como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a Sociedade Rural Brasileira (SRB) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
“Se não serve para abastecer o Carrefour na França, não serve para abastecer o Carrefour em nenhum outro país”, declararam as entidades na nota.
Além disso, o anúncio do Carrefour intensificou a pressão francesa contra o acordo de livre-comércio entre a União Europeia e o Mercosul, que já enfrenta crescente resistência e parece cada vez mais distante de ser concretizado.
Além da oposição do governo do presidente Emmanuel Macron, produtores agrícolas franceses têm intensificado os protestos contra o acordo.
Segundo Fávaro, o acordo deverá ser assinado no dia 6 de dezembro. Ele também lembra que o presidente da República Lula (PT) determinou, como principal missão do Ministério da Agricultura e Pecuária, a abertura de novos mercados para os produtores agropecuários brasileiros.
“Quase 300 novos mercados foram abertos desde o inicio do terceiro mandato do presidente Lula. Isso é resultado da qualidade, da sanidade dos produtos e do exímio trabalho de defesa agropecuária que faz com que a cada dia os países mais rigorosos queiram mais e mais produtos brasileiros”, completou.
Já o governador Mauro Mendes (União Brasil) propõe boicote ao Carrefour, Atacadão e aos produtores franceses . Inclusive, propõe lei neste sentido, baseada no “princípio da reciprocidade”.
“Vamos reagir à altura. Vamos boicotar o Atacadão e o Carrefour que estão nos boicotando. Vamos dar aos produtos franceses no Brasil o mesmo [tratamento] que eles estão dando aos produtos brasileiros”, defendeu.
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