Deputada alerta para oportunismo diante de atentados; ‘é preciso cautela’

Imagem

Em entrevista essa semana, a deputada federal Gisela Simona (União) disse que os últimos atentados registrados em Brasília não podem ser utilizados pelo governo federal para aprovar suas pautas. Ela defendeu que é preciso cautela sobre estes assuntos e que eles não podem ser o tema principal do Brasil.

 

Leia também – Sete suspeitos de torturar e matar jovem em ‘salve’ vão a júri popular

 

Com o atentado à bomba que ocorreu em Brasília e resultou na morte de Francisco Wanderley (o autor) e a descoberta de um plano de atentado à vida do presidente Lula, do vice-presidente Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes após o resultado das eleições de 2022, a preocupação de opositores ao governo é que estes fatos acabem favorecendo os interesses da atual gestão.

 

Em entrevista ao programa A Notícia de Frente, da TV Vila Real, na manhã do dia 21, a deputada disse que tem visto uma movimentação por parte do governo federal, citando a discussão em Brasília sobre anistia aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

 

“É um momento de muita discussão interna, do que aconteceu, mas acredito, sim, que é preciso muita prudência nesse momento. Até porque os últimos acontecimentos em Brasília, nós sabemos aí que nós tínhamos na pauta a questão da anistia a ser votada ou não, e cada vez mais próximo de uma votação começaram a surgir fatos por parte do governo, numa tentativa de se afastar qualquer votação, desde aquele atentado do cidadão junto ao STF e junto à Câmara dos Deputados. Então é cautela, é prudência”.

 

Gisela também apontou que existem pautas que o próprio governo federal tem interesse na aprovação, porém, ela alertou para que a atual gestão não se aproveite deste momento para aprovar seus projetos.

 

“É inaceitável qualquer tentativa de atingirmos autoridades públicas (…), mas é preciso cautela para que não se aproveite também destes fatos para poder aprovar algumas situações que sejam prejudiciais para toda a população (…). Estamos aguardando corte de gastos, estamos aguardando medidas para que nós possamos melhorar a situação fiscal do Brasil e isso não pode ser esquecido em detrimento desta pauta”, afirmou.

 

Apesar de pontuar que esta pauta não pode ser “a principal do Brasil”, a deputada afirmou que a investigação é importante. Ela também reconheceu que houve pouca manifestação no Congresso sobre o plano contra Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes, apurado na Operação Contragolpe.

 

“Realmente há esse silêncio, é muito importante que, principalmente, os representantes das casas se manifestem (…). Como isso aconteceu já na véspera dessa situação do feriado e nós tínhamos o PLP que trata das emendas, essa foi a discussão que acabou centrando a Casa, mas eu acredito que na próxima semana a gente deve ter este fato vindo à tona com mais veemência, pelo menos dentro da Câmara dos Deputados”.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*