Sou contra, diz Gisela sobre PL da Anistia que tramita na Câmara Federal – veja

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A deputada federal Gisela Simona (União Brasil), que se  declara contrária a anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de  8 de janeiro de 2023  nos moldes que está proposta na Câmara dos Deputados. Além disso, afirma que a suposto trama golpista, que planejava tomar o poder através do assassinato de autoridades, enfraquece a discussão sobre o tema. Rodinei Crescêncio

Jornalistas Jacques Gosch e Greyce Lima entrevistam deputada federal Gisela Simona, convidada do Rdtv Cast desta quinta-feira (21)

A  Operação Contragolpe foi deflagrada pela Polícia Federal (PF), na semana passada,  contra uma organização criminosa que teria planejado um golpe de Estado para impedir a posse do governo eleito em 2022. O plano incluía os assassinatos do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre Moraes. Os crimes seriam cometidos em 15 de novembro, feriado da Proclamação da República.

 Foram cumpridos cinco mandados de prisão preventiva, três de busca e apreensão e 15 medidas cautelares. Dentre os presos, quatro são militares do Exército, sendo três da ativa e um da reserva, além  de um  policial federal. Os militares das Forças Armadas integram o grupo conhecido como “kids pretos”.

Segundo a PF, os investigados cogitaram usar veneno para assassinar Lula. Artefatos explosivos seriam usados  contra Alexandre de  Moraes.

“É uma situação muito grave, que não pode ser ignorada e merece ser investigada com rigor. Todos esses atentados, seja contra autoridades ou instituições no nosso país, merecem o devido rigor e aprofundamento nas investigações”, defendeu Gisela Simona, em visita ao Grupo Rdnews e entrevista ao Rdtv Cast, nesta quinta-feira (21).

Segundo Gisela, o recente atentado a bomba contra o STF e as revelações da Operação Contragolpe fazem o debate sobre a anistia perder força. Além disso, defende que o Brasil precisa derrotar o extremismo e reafirmar a democracia.

 “Desde o atentado no STF, a questão da bomba e tudo mais, a questão da anistia acaba perdendo força dentro da Câmara dos Deputados porque nós precisamos parar esse extremismo. O Brasil  sempre foi esse país alegre e democrático e vamos acabar perdendo isso se essas pessoas não forem punidas e entenderem que não é por esse caminho que vamos resolver os problemas do país”, completou.

Gisela também ressaltou que, embora seja contrária a anistia da maneira que está colocada, não concorda com o exagero nas penas aplicadas pelo STF. Neste sentido, defende punições proporcionais a conduta de cada participante do 8 de janeiro de 2023.  

“Nos moldes que está posta [a anistia], não sou a favor. Até como advogada que sou, entendendo que o correto seria dar a cada um aquilo que é sua devida punição. O Código Penal Brasileiro fala na individualização da pena. Cada um tem quem pagar na medida da conduta que teve. Não sou a favor dessas penas exageradas, 17 anos como foi aplicada, mas também não concordo com ignorar atos como esses, como se nada tivesse acontecido. A gente, na verdade, que dar devida punição para cada um”, conclui.

Rodinei Crescêncio

Anistia

O projeto de lei de autoria do deputado federal Major Vitor Hugo (PL-GO) tramitava na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. No último dia 28 de outubro, o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL) criou uma comissão especial para debater a anistia.

A comissão especial será composta por 34 titulares e 34 suplentes. Os membros ainda não foram definidos pelas bancadas.

O texto atual prevê anistia aos que participaram de ato com motivação política ou eleitoral ou que apoiaram com doações, apoio logístico, prestação de serviços e publicações em mídias sociais desde o dia do ataque aos Três Poderes, em Brasília,  até a data de vigência da futura legislação.

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Link da Matéria – via RD News

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