
Dois advogados, que não tiveram os nomes divulgados, foram alvos da Polícia Federal (PF), na Operação Nocaute, e tiveram as autorizações para exercer a profissão suspensas. A dupla é acusada de fraudar e sacar créditos judiciais de vítimas. Em um dos casos, os investigados sacaram R$ 224,8 mil que seriam destinados a um idoso.
Os alvos da operação são do Maranhão, contudo os agentes cumprem mandados de busca em Mato Grosso, além de São Luís e São José do Ribamar (MA).
Leia também -Operação cumpre ordens para investigar sistema fraudulento de sistema policiais
Os policiais cumprem dois mandados de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão. Também foram impostas medidas cautelares que incluem a suspensão do exercício da advocacia e o afastamento temporário de funções públicas, além do sequestro de bens móveis e imóveis. As ordens partiram da 7ª Vara Federal Criminal de Mato Grosso.
As investigações tiveram início em janeiro de 2024, após a denúncia feita por um idoso. O homem relatou o saque indevido de R$ 224,8 mil, valor que havia sido depositado pelo INSS em decorrência de uma decisão judicial da 1ª Vara Federal Cível e Agrária de Mato Grosso.
A operação Nocaute é resultado da análise minuciosa de dados bancários e do material apreendido na primeira fase denominada de Contragolpe, realizada em abril deste ano.
As investigações revelaram que dois advogados atuantes no Maranhão estavam envolvidos em 42 saques fraudulentos, ocorridos em 10 estados diferentes, totalizando um prejuízo superior a R$ 1,5 milhão.

Faça um comentário