Membro do CV que matou comerciante é condenado a 24 anos de prisão

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A Justiça de Mato Grosso condenou Bruno Fernandes de Souza Costa, vulgo “Bruninho”, a 24 anos e quatro meses de reclusão pelo homicídio qualificado de Josionaldo Ferreira de Araújo, comerciante do Shopping Popular, em dezembro de 2022. O condenado passou pelo Tribunal do Júri nessa segunda-feira (19), em Cuiabá. Reprodução

 

A condenação reconheceu três qualificadoras: motivo torpe, perigo comum e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima. A investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá (DHPP) apontou que o lojista foi assassinado por desobedecer o Comando Vermelho e vender cigarros contrabandeados por conta própria, sem o aval da facção.  

Segundo a promotora de Justiça que atuou no plenário do júri, Marcelle Rodrigues da Costa e Faria, o réu está preso e não poderá recorrer da sentença em liberdade. De acordo com a denúncia do MPMT, o réu atuou em conjunto com Wenderson Santos Souza, já falecido. 

Foi apurado durante a investigação criminal que os dois chegaram ao Shopping Popular, previamente ajustados e armados, para executarem a vítima. Imagens do circuito  interno  de  monitoramento  do  estabelecimento, demonstram  que  eles  não  a conheciam, razão pela qual perambulavam entre os corredores ao telefone com alguém que possivelmente passava-lhes as informações. 

“Quando Wenderson finalmente cruza com o ofendido, aponta imediatamente para seu comparsa Bruno, afirmando “É Este!”, e em questão de segundos Bruno retira a atenção da vítima, enquanto Wanderson dispara em seu desfavor a pistola Taurus .380, causando-lhe os ferimentos descritos no exame de corpo de delito que foram a causa da sua morte”, diz um trecho da denúncia.

Ao fugirem, segundo o MP, os réus trocaram tiros com a Polícia Militar. “Bruninho”, que na época do crime estava com 22 anos de idade, foi preso em flagrante na posse de um revólver .38 contendo seis munições, e seu companheiro, que estava na posse de 23 munições de calibre .380 e uma pistola Taurus .380, veio a óbito.

Consta no processo que o réu possui 15 Boletins de Ocorrências em seu desfavor e que a maioria o aponta como integrante de facção criminosa e Wenderson, morto no confronto com os milicianos era faccionado oriundo do Estado da Bahia.

O caso

Josionaldo, de 46 anos, foi morto no dia 19 de dezembro, após ser abordado por uma dupla criminosa na frente de uma das lojas que ele tinha no local. O crime aconteceu no fim do expediente, quando a maioria das lojas estavam fechadas. 

A dupla chegou ao centro comercial e, sem saber quem era a vítima, se comunicava a todo momento com uma terceira pessoa, em busca de informações sobre o comerciante. Em determinado momento, Wenderson Santos Souza, de 24 anos, se aproximou do parceiro e apontou para a vítima, gesticula e sinaliza ao comparsa quem era o alvo.

Josionaldo foi abordado pelos criminosos, que começaram a dialogar entre si, para se fingirem de clientes do shopping. Um deles chamou o comerciante que, ao virar, foi atingido pelo primeiro disparo e imediatamente caiu. Em seguida, Josionaldo foi alvejado por mais de cinco disparos. Bruno era faccionado de alta periculosidade.

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Link da Matéria – via RD News

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