
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) abriu a cúpula do G20, o Grupo dos Vinte, na manhã desta segunda-feira (18/11), no Rio de Janeiro. Este é o último ato do Brasil à frente da liderança rotativa do bloco, que passará a ser presidido pela África do Sul. A primeira atividade do presidente foi o lançamento da Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza.
Tomaz Silva/Agência Brasil
Durante o discurso, Lula afirmou que o planeta piorou. “O mundo está pior. Temos o maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial. Os fenômenos climáticos extremos mostram seus efeitos devastadores em todos os cantos do planeta”, afirmou o presidente.
Lula destacou que o principal objetivo do Brasil à frente do G20 é o combate à fome, com o lançamento da Aliança Global Contra a Fome.
“Por isso, colocamos como objetivo central da presidência brasileira no G20 o lançamento de uma aliança global contra fome e a pobreza. Este será o nosso maior legado. Não se trata apenas de fazer justiça. Essa é uma condição imprescindível para construir sociedade mais prósperas e um mundo de paz”, disse o presidente.
O presidente destacou que o “Brasil sabe que é possível com a participação ativa da sociedade civil [mudar o cenário da fome]. Nós concebemos e implementamos o programa de inclusão social de fomento da Agricultura familiar e da segurança alimentar e nutricional como o nosso bolsa família e o programa Nacional de alimentação escolar”.
Lula também mencionou que, em 2014, o Brasil saiu do Mapa da Fome da ONU. E ressaltou que, em 2022, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou ao mapa.
“Conseguimos sair do Mapa da Fome da ONU em 2014 para o qual voltamos em 2022 em um contexto de desarticulação do estado do bem-estar social. Foi com tristeza que ao voltar ao governo, encontrei um país com 33 milhões de pessoas famintas. O retorno desses programas já retirou mais de 24 milhões e meio de pessoas da extrema pobreza”, afirmou Lula.
“Até 2026, novamente, sairemos do Mapa da Fome. E, com a Aliança, faremos muito mais por aqueles que sempre foram invisíveis. Eles estarão no centro da agenda internacional. Já contamos com adesão de 81 países, 26 organizações internacionais, novas instituições financeiras e 31 fundações filantrópicas e organizações no governamentais”, concluiu o presidente brasileiro.
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