
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF) atribui à “falha no sistema de segurança” o ataque com bombas perpetrado por Francisco Wanderley Luiz, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, que resultou na sua morte. Em sua opinião, o incidente comprovou a vulnerabilidade de todos os esquemas e sistemas de segurança. Vanderson Ferraz/Assessoria
Deputados Valdir Barranco e Max Russi; governador Mauro Mendes; ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes; presidente da AL Eduardo Botelho; e ministro Flávio Dino
Já o ministro do STF Alexandre de Moraes defendeu que o Brasil precisa regulamentar as redes sociais. Segundo ele, a medida já foi adotada pela União Europeia e outros países para combater discurso de ódio e incitação à violência.
“Não sabemos ainda [se houve falha]. As investigações estão em andamento e obviamente temos que aguardar as conclusões dos setores técnicos da própria Polícia Federal. Obviamente que são fatos que nos preocupam a todos, mostram a vulnerabilidade de todos os nossos esquemas e sistemas de segurança”, declarou Gilmar Mendes, nesta segunda-feira (18), em Cuiabá, onde participa do seminário “35 anos da Constituição de Mato Grosso, promovido pela Assembleia Legislativa.
Gilmar Mendes também defendeu mudanças na segurança de ministros STF em públicos. Como exemplo, citou shopping centers e restaurantes.
Infelizmente nós não temos uma cultura rigorosa de segurança. Normalmente, nós adotamos determinadas práticas e depois a dispensamos, até em nome da liberdade. Nós queremos passear no shopping, poder ir a um restaurante, como todos queremos ter esse tipo de liberdade. Obviamente, um episódio como esse [atentado a bomba] nos faz reflexivos e precisamos mudar, pelo menos por hora, o nosso modo de ver e incorporar mais elementos de segurança em nossas vidas”, completou.
Além disso, Gilmar Mendes lembrou que, atualmente, os ministros do STF são vítimas de “xingatório” e atitudes gravosas. Neste sentido, afirma que a prática não era comum antigamente.
“Éramos felizes e não sabíamos. Tínhamos uma vida normal. Agora, temos isso. Desde o xingatório, até atitudes mais gravosas e danosas. Não é um problema brasileiro, é um problema mundial, de certa forma, Nós precisamos ser reflexivos para que o campo política volte à normalidade. Eu saudava recentemente as eleições municipais, onde tudo ocorreu na normalidade democrática”, lembrou o ministro.
Regulamentação das redes
Segundo Alexandre de Moraes, a regulamentação das redes sociais no Brasil é urgente. Como justificativa, usa suicídios de adolescentes, ataques à democracia e discurso de ódio.
“O Brasil precisa já há algum tempo regulamentar as redes sociais, a União Europeia aprovou no ano passado duas leis sobre regulamentação das redes sociais principalmente a partir do momento em que viu o aumento de suicídio de adolescentes, o aumento de ataques a democracia e discurso de ódio”, afirmou Alexandre de Moraes, que também está em Cuiabá.
Alexandre de Moraes também defende a maneira que o Governo Federal e o Poder Judiciário têm respondido a crimes como a democracia. Para ele, os atos antidemocráticos de 8 de janeiro e o atentado a bomba na sede do STF são crimes que devem ser combatidos com todo rigor.
“Nós temos que combater, como qualquer mal, como qualquer crime, como qualquer ilícito, com educação e regulamentação. Nós temos que educar as novas gerações para perceber que as redes sociais e as big techs não são terra sem lei. O que não pode ser feito na vida real, não pode ser feito na vida virtual. A lei vale para a vida real e a lei vale para a vida virtual”, concluiu o ministro.
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