Carlinhos alega cirurgia de catarata e tenta deixar prisão; MPE é contra

Imagem

Montagem/Reprodução

A defesa Carlos Alberto Gomes Bezerra, de 57 anos, filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB), fez um pedido ao Ministério Público de Mato Grosso (MPE), para que o empresário possa voltar à prisão domiciliar, após a realização de uma cirurgia de catarata que ocorrerá na próxima terça-feira (19) em um hospital especializado de Cuiabá. Ele é réu pelo duplo homicídio da sua ex-namorada, Thays Machado, e o namorado dela, Willian César Moreno, que ocorreu em frente a um prédio de Cuiabá, em janeiro do ano passado.

Carlinhos tinha sido preso em flagrante pelo crime. Em seguida, teve a prisão convertida para preventiva e, no fim do ano passado, teve a prisão domiciliar concedida, por problemas de saúde. Ele está preso na Penitenciária Ahagemon Dantas , desde março deste ano, após diversas saídas de casa , o que não poderia ocorrer.

Em outubro deste ano, a Justiça autorizou Carlinhos a deixar o presídio para realização de exames pré-operatórios, bem como o procedimento de cirurgia oftalmológica. Ele devia ter escolta policial e retornar para a penitenciária assim que o exame fosse finalizado.

A defesa de Carlinhos alega que, “como parte essencial do processo de recuperação pós-cirúrgica, o paciente necessita de um ambiente higienizado, controlado e com baixo risco de contaminação para evitar infecções e outras complicações”. 

Também argumenta que as condições estruturais da Penitenciária Ahagemon Dantas são inadequadas para garantir o cuidado após a cirurgia oftalmológica. 

No entanto, o promotor de Justiça Jaime Romaquelli, é contra o requerimento. A autoridade lembrou as “saidinhas” feitas anteriormente por Carlinhos, o que resultou na volta á prisão.

O promotor afirmou que se Carlinhos necessita permanecer por no mínimo 30 dias em um ambiente limpo, controlado e com baixo risco de contaminação após a cirurgia que, por isso, basta que a direção do presídio onde se encontra o mantenha neste período em uma sala com essas características, longe do contato com terceiras pessoas. 

“Nada impede que o próprio preso promova a limpeza da sala onde irá permanecer, garantindo a limpeza e higiene exigidas”, diz o promotor. 

Romaquelli também deu outra opção para Carlinhos. Nela, o réu pode ser transferido para outro presídio com maior estrutura, como a Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, a Mata Grande, em Rondonópolis ou Ferrugem, em Sinop. Por conta disso, pediu para que o réu continue na cadeia.

Entre na comunidade de WhatsApp do Rdnews e receba notícias em tempo real . (CLIQUE AQUI)

Link da Matéria – via RD News

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*