Resistência de chapa 100% feminina revela machismo do sistema, avalia Maysa

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A vereadora por Cuiabá, Maysa Leão (Republicanos), descartou existência de um racha entre as mulheres na costura das discussões sobre a Mesa Diretora, mas expôs que o “sistema machista” atuou contra uma chapa 100% feminina para o biênio 2025-2026. Ela despontava como um dos principais nomes, assim como Paula Calil (PL) e Michelly Alencar (União Brasil).

Reprodução

As tratativas eram para que a Mesa fosse composta somente por mulheres, visto que, na próxima legislatura serão oito vereadoras no parlamento – recorde. No entanto, surgiram muitos empecilhos e temor entre os vereadores homens, quanto a uma eventual “segregação” promovida pelas mulheres. Maysa rebateu dizendo que as mulheres não teriam rachado, mas sim, que foram rachadas.

“Eu já tinha certeza absoluta que essa chapa feminina ia ser rachada. Ela não rachou, muitos querem ouvir que as mulheres brigaram. Elas não brigaram. A questão é que os homens não vão votar em uma chapa 100% feminina, e isso acabou se tornando notícia. Mas a gente nunca viu: ‘Chapa 100% masculina de Assembleia e Câmara surpreende a população’. Então por que uma surpresa e desconforto tão grande diante de uma chapa feminina? Reflexo do machismo. Tem muita gente que não gosta: ‘lá vem elas falando de machismo’, mas é machismo, não era para ser manchete isso”, argumentou durante entrevista à Rádio CBN, na quarta-feira (13).

Maysa, que se mostra uma das parlamentares mais coerentes, avalia como sendo impossível a continuidade de uma composição sem homens. O núcleo duro dos vereadores reeleitos, majoritariamente formado por homens, também rejeita que o próximo presidente seja um novato ou que tenha qualquer tipo de “subserviência” ao prefeito eleito, Abilio Brunini (PL), embora, os últimos três presidentes tenham sido aliados do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que encerra o segundo mandato neste ano.

“Eu, como vereadora que conheço aquele parlamento, acho impossível que os homens aceitem uma chapa 100% feminina. E aí, começa esse racha […] A chapa vai ter que ser mista, os homens não vão votar. Quem rachou a chapa não foram as mulheres, foi o sistema”, completou.

As eleições vão ocorrer no dia 1° de janeiro, data de posse dos 27 vereadores e prefeito e vice-prefeito.

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Link da Matéria – via RD News

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