
A Saga Comércio e Serviço Tecnologia e Informatica Ltda negou envolvimento em esquema de fraude de licitação ou desvio de recurso público. A empresa é investigada pela Operação Gomorra, deflagrada no último dia 7, que investiga a existência de fraude em processos licitatórios na Prefeitura de Barão de Melgaço e outras repartições públicas do estado.
A Saga afirmou que seus serviços continuam funcionando normalmente e se colocou à disposição das autoridades.
A empresa, através de nota divulgada no dia 12, se defendeu da acusação de interferência nas pesquisas de preço realizadas pela prefeitura. Segundo a Saga, o processo é feito exclusivamente pelo município.
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“Sobre os valores da totalidade dos contratos, supostamente avaliados em R$ 1,8 bilhões, cumpre mencionar que a empresa quarteirizada não aufere receita dos municípios, mas das redes de fornecedores, com isso, os valores recebidos são plenamente repassados aos prestadores de serviços e fornecedores dos produtos credenciados no software de gestão”, diz trecho da nota.
Operação Gomorra
Deflagrada no último dia 7 de novembro, a Operação Gomorra investiga possíveis fraudes em contratos com a Prefeitura de Barão de Melgaço. A prefeita Margareth Gonçalves (União) foi alvo de busca e apreensão na sua residência e no gabinete. Ao todo foram cumpridos 6 mandados de prisão e 11 de busca e apreensão.
A partir dos cruzamentos dos dados de parentescos e quadros societários das empresas foi possível estabelecer um diagrama de vínculos existentes entre as empresas Centro América Frotas Ltda, Saga Comércio e Serviço Tecnologia e Informática Ltda, Pantanal Gestão e Tecnologia Ltda e Pontual Comércio Serviços Terceirizações Ltda.
De acordo com a investigação, o grupo, liderado por Edézio Correa, recebeu pagamentos de cerca de 100 prefeituras e Câmaras Municipais.
Veja a nota na íntegra
A empresa “Saga Comércio e Serviço Tecnologia e Informática LTDA”, em respeito e consideração aos mais de 100 clientes do Estado de Mato Grosso, vem por meio desta nota esclarecer e informar o que segue.
No dia 7 de novembro de 2024 foi deflagrada a Operação Gomorra do NACO tendo como alvo a Prefeitura de Barão de Melgaço, sobre suposta fraude em licitações;
Diante disso, a empresa informa que atua especificamente no ramo de quarteirização de serviços públicos, há mais de 20 anos, que possui reputação ilibada e notória. Prezamos pelos princípios basilares da Administração Pública e não praticamos qualquer ato ilícito com o intuito de burlar o procedimento licitatório;
Sobre o balizamento de preço de mercado solicitado pela Prefeitura de Barão de Melgaço a diferentes empresas, porém, que pertencem ao mesmo grupo familiar, temos a esclarecer que a pesquisa de mercado é realizada exclusivamente pelo Município e considerando que as empresas possuem funcionários distintos, não há como saber para quais empresas o município solicitou orçamento. Portanto, não há qualquer indício de irregularidade nos atos praticados.
Sobre os valores da totalidade dos contratos, supostamente avaliados em R$ 1,8 bilhões, cumpre mencionar que a empresa quarteirizada não aufere receita dos municípios, mas das redes de fornecedores, com isso, os valores recebidos são plenamente repassados aos prestadores de serviços e fornecedores dos produtos credenciados no software de gestão.
No mais, a empresa informa que está em pleno funcionamento e operação, que não houve qualquer bloqueio judicial de valores em suas contas correntes e que está à disposição dos órgãos de justiça para quaisquer esclarecimentos que forem necessários.
Ainda, relevante mencionar sobre a importância do serviço prestado pelas empresas de quarteirização que oportunizam aos gestores a prestação de serviços de utilidade pública e a consequente realização de ações de políticas públicas aos cidadãos.

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