
A vereadora reeleita Maysa Leão (Republicanos), que faz parte do grupo de 14 parlamentares que se articulam pela Mesa Diretora da Câmara de Cuiabá, afirma que prefeito eleito, Abilio Brunini (PL) causou “desconforto” ao indicar o nome da vereadora eleita Paula Calil (PL) para presidir Casa sem discussão com os aliados. A republicana, que também almeja à presidência, afirma que é cedo para definir nome já que a eleição acontece somente em 1º de janeiro de 2025.
Jessé Soares
“Houve um desconforto de que fosse nomeado, antes do grupo reunir, uma presidente. A gente sabe que o prefeito [Abilio] falou primeiramente do nome da vereadora Paula Calil e houve ali um grande desconforto, primeiro de ser determinado o nome, porque eu acho que o debate tem que ser entre os vereadores. E segundo, de não haver opção. É um desconforto de já pré-determinar quem seria a presidente, quem seriam os cargos”, pontuou Maysa.
Segundo a vereadora, a escolha dos vereadores deve ser livre. Por isso, defende que o debate seja aprofundado sem interferência interna.
“É o momento de reunir esses vereadores e debater claramente todos juntos, para que todos possam falar pela própria voz e discutir: quem é o melhor nome para presidir e como será a posição desses cinco lugares na Mesa Diretora”, completou
Para Maysa, o futuro presidente deve propor alteração no regimento interno da Câmara. Como exemplo, cita o caso do vereador Paulo Henrique (MDB), que chegou a ser preso por suposto envolvimento com facção criminosa, mas só pode ser afastado do cargo por decisão do Judiciário.
“Temos o caso do vereador Paulo Henrique, que foi preso, mas não temos no regimento a possibilidade de afastamento. Precisamos revisar o regimento, dar poder aos vereadores. Precisamos de uma Mesa com poder descentralizado, onde tem ordenação de despesa pelo secretário de fato e o presidente não seja monocrático em suas decisões”, concluiu.
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