Veja as conexões entre os envolvidos em esquema de R$ 1,8 bi em 100 prefeituras e Câmaras

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Na representação em que fizeram os pedidos de prisão na Operação Gomorra, a Polícia Judiciária Civil (PJC) e o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) apresentaram um organograma com as conexões entre os 6 membros da mesma família que foram presos por fraudes em licitações na Prefeitura de Barão de Melgaço. A peça central do esquema é Edézio Correa, que também já foi alvo da Operação Sodoma, sobre desvio de pagamento de propina da gestão do ex-governador Silval Barbosa.

 

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No documento, o Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco), grupo operacional permanente formado pelo MPMT e PJC, apontam que há fortes suspeitas de que as empresas Centro América Frotas, Saga Comércio e Serviço Tecnologia e Informática, Pantanal Gestão e Tecnologia e também a Pontual Comércio e Serviços de Terceirizações eram utilizadas de maneira inadequada em suas relações com diversos municípios de Mato Grosso.

 

Cada empresa tinha suas próprias atribuições e, por meio de fraudes em licitações, faturaram em 5 anos a quantia de R$ 1.8 bilhão.

 

Sobre os alvos da Operação Gomorra, no organograma consta que Edézio Correa era o líder da organização criminosa, peça central no esquema. Ele teria envolvido parentes e empresas nas fraudes em licitações, com o propósito de obter vantagem indevida, isso tudo com o suposto apoio dos prefeitos.

 

Logo abaixo do líder estão diversos parentes. Um deles é a companheira de Edézio, Tayla Beatriz Silva Bueno Conceição, que é sócia ativa da empresa Pontual Comércio e Serviços de Terceirizações Ltda desde 6 de março de 2023. Não consta no documento o valor que esta empresa teria recebido das prefeituras.

 

Ligado a Edézio também está um de seus sobrinhos, Roger Correa da Silva, sócio ativo da empresa Pantanal Gestão e Tecnologia Ltda desde 24 de março de 2023. Apenas do Município de Barão de Melgaço a empresa recebeu R$ 1.323.578,37.

 

Outro sobrinho de Edézio envolvido no esquema é Jânio Correa da Silva, sócio ativo da empresa Centro América Frotas Ltda deste 11 de janeiro de 2007. A empresa de Jânio recebeu R$ 1.511.694,53 da Prefeitura de Barão de Melgaço.

 

Também fazia parte do grupo a irmã de Edézio, Eleide Maria Correa. Ela foi sócia da empresa Centro América Frotas até março de 2020 e é sócia ativa da empresa Saga Comércio e Serviço Tecnologia e Informática Ltda desde 28 de janeiro de 2015. A Saga não teria recebido nenhum valor da Prefeitura de Barão de Melgaço, mas sim de outros municípios.

 

Outro integrante do esquema era Waldemar Gil Correa Barros, sobrinho de Edézio e filho de Eleide. Ele foi sócio da empresa Saga até 15 de abril de 2020 e também foi sócio da empresa Pantanal Gestão e Tecnologia até 24 de março de 2023.

 

Ligada ao esquema também estaria Karoline Quatti Moura. Ela é proprietária da empresa Karoline Quatti Moura EPP, que fez diversas transações financeiras coma empresa Saga Comércio. Foi identificado, por exemplo, que a empresa de Karoline remeteu à Saga Comércio o total de R$ 6.487.742,35. Conforme apurado, as movimentações são incompatíveis com a capacidade financeira declarada por Karoline. A empresária não foi presa na operação de hoje (7).

 

As investigações
Conforme o Naco, a partir dos cruzamentos dos dados de parentescos e quadros societários das empresas, foi possível estabelecer um diagrama de vínculos existentes entre as empresas Centro América Frotas Ltda, Saga Comércio e Serviço Tecnologia e Informática Ltda, Pantanal Gestão e Tecnologia Ltda e Pontual Comércio Serviços Terceirizações Ltda.

 

As investigações revelaram ainda que nos últimos 5 anos, os montantes pagos às empresas chegam à quantia de R$ 1.8 bilhão, conforme a lista de contratos divulgada no Radar MT do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Durante a investigação, foram verificadas ainda movimentações financeiras entre as empresas envolvidas.

 

Segundo o Naco, as empresas investigadas atuam em diversos segmentos, sempre com foco em fraudar a licitação e disponibilizam desde o fornecimento de combustível, locação de veículos e máquinas, fornecimento de material de construção até produtos e serviços médico-hospitalares.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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