
O governador em exercício Otaviano Pivetta (Republicanos) comemora a vitória de Donald Trump (Republicanos) nos Estados Unidos e não acredita que as políticas, que serão implementadas por ele, prejudiquem o agronegócio mato-grossense. “Ele tem um perfil mais nacionalista, deve interferir alguma coisa no câmbio, porque o dólar deve se valorizar perante as outras moedas, mas nada do que não já aconteceu no passado. Nada que não se ajuste ao longo do tempo”, pondera Pivetta, em entrevista à imprensa na Assembleia.
Os Estados Unidos e o Brasil são dois dos maiores produtores agrícolas do mundo. Mato-Grosso, por sua vez, é um dos Estados brasileiros com vocação agrícola, com destaque para produção de soja, milho, algodão e também pecuária.
Christiano Antonucci/Secom
Conforme analistas, a eleição de Trump deve, por exemplo, acirrar a disputa entre os EUA e o Brasil pela liderança na produção global de etanol de milho. Atualmente, os EUA é o produtor mundial do biocombustível. Mato Grosso, por sua vez, cresce no setor a passos largos e pode ultrapassar São Paulo e atingir o primeiro lugar no ranking de produção de etanol nos próximos dez anos, justamente puxado pela produção do milho – saiba aqui
Durante a campanha, o presidente eleito garantiu à Federação Americana de Bureau de Agricultura, que irá lutar contra barreiras comerciais que consideras “injustas”. Apesar de reconhecer que a nova gestão deve ser mais protecionista, o governador em exercício ressalta que os produtores brasileiros estão preparados para este cenário.
“Nós somos muito competitivos. A agricultura nos EUA só funciona por causa dos subsídios que o governo de lá dá aos produtores. A nossa só funciona porque o nosso produtor é eficiente. A natureza nos dá essa condição e Mato Grosso é o número um em eficiência produtiva. Nós não temos preocupação em relação a isso”, frisa.
A apuração nos Estados Unidos ainda não foi 100% concluída, mas projeções já apontam a vitória de Trump com ao menos 295 delegados dos 538. Já Kamala Harris (Democratas), atual vice-presidente, até agora tem 226. Trump, inclusive, já fez o discurso de vitória e foi parabenizado por diversas autoridades mundiais, como o presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Perfil pacificador
Ao celebrar a vitória de Trump, Pivetta também ressalta que o republicano deve auxiliar na resolução de conflitos internacionais. “Para o mundo, neste momento, é uma boa notícia o retorno do Trump. Pelo seu perfil, pelo seu comportamento e por esses conflitos todos, mundo a fora, me parece que ele tem mais coragem e disposição de se posicionar e de colocar essa potência que é os EUA mais como pacificador e menos como financiador das guerras mundo a fora”.
Atualmente, os Estados Unidos é um dos principais financiadores da Ucrânia na guerra contra a Rússia. O presidente eleito, por sua vez, sinaliza que deve reduzir os investimentos no conflito.
A guerra em Gaza também preocupa. O governo americano tem maior proximidade com Israel. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e seus correligionários, inclusive, comemoraram o retorno do republicano à Casa Branca.
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