
Eli Loregian
O juiz Mirko Vincenzo Giannotte, plantonista da Comarca de Sinop, converteu para preventiva a prisão em flagrante da empresária Taiza Tosatt Eleoterio Ratola e do companheiro dela, Wander Aguilera Almeida, detidos na quinta-feira passada (31), durante cumprimento de mandados da Operação Cleópatra . A ação apura um suposto esquema de pirâmide financeira que causou prejuízo a dezenas de vítimas em Cuiabá.
O casal foi flagrado por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito ou proibido e contrabando ou descaminho e fabricar vender expor a venda, importar, ter em deposito, substancia, alimentos, produtos falsificado, corrompido ou adulterado.
Taiza foi detida dentro de um avião, no Aeroporto de Sinop (a 500 km de Cuiabá), quando desembarcava de uma viagem que fazia para o Nordeste do país. A Polícia Civil cumpria um mandado de prisão preventiva contra ela, que é apontada como líder do suposto esquema criminoso e se apresentava como especialista em investimentos – veja
Ela foi informada sobre outro mandado de busca e apreensão na casa onde ela mora com Wander. No imóvel, os policiais encontraram munições de arma de fogo de calibre restrito (.357) no quarto do casal. Também foram encontrados no cômodo anabolizantes de origem estrangeira, que tem a venda proibida no Brasil.
Sobre as munições, Taiza disse que era de Wander. No entanto, depois mudou a versão e disse que era de seu ex-marido, que é Policial Federal. Sobre os anabolizantes, Wander confirmou que eram seus. Por conta disso, foram presos em flagrante.
Durante audiência de custódia, o juiz Mirko Vincenzo Giannotte entendeu que a prisão do casal era importante para manter a ordem pública e afim de assegurar que os acusados não se envolvam no cometimento de novos crimes. “O que restou demonstrado pela gravidade concreta das condutas imputadas aos indiciados, antecedentes criminais dos custodiados; potencial lesivo das substâncias à saúde pública; periculosidade evidenciada pela posse de munições restritas e a probabilidade concreta de reiteração delitiva, o que, por certo, sua manutenção em liberdade seria um risco concreto à prática de crimes”, diz trecho da decisão.
“[…] vislumbrando a necessidade da custódia cautelar para a garantia da ordem pública e diante do perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado, converto a prisão em flagrante de Taiza Tosatt Eleoterio Ratola e Wander Aguilera Almeida em prisão preventiva”, conclui.
O magistrado também pediu para a Polícia Federal verificação de registros de arma em nome dos custodiados e do ex-marido de Taiza, policial federal mencionado nos autos no prazo de 15 dias.
Operação Cleópatra
Taiza é apontada pela polícia como suposta líder do suposto esquema criminoso e se apresentava como especialista em investimentos. O médico e o ex-policial seriam aliados da suspeita. Os investigados respondem por crime contra a economia popular, crime contra as relações de consumo, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Taiza é proprietária da empresa DT Investimentos que, segundo a polícia, usava as redes sociais para atrair as vítimas, se mostrando uma pessoa jovem, bonita, bem-sucedida, articulada e especialista em investimentos financeiros.
Segundo as investigações, com argumentos envolventes e com promessas de lucros de 2% a 6% por dia, dependendo do valor investido, a empresária convencia as vítimas a fazerem investimentos de altos valores, superiores a R$ 100 mil iniciais, em ações, entrando em um verdadeiro esquema de pirâmide financeira.
A Polícia aponta que as vítimas recebiam o retorno financeiro nos primeiros meses, sendo incentivados a fazer novos investimentos, porém, após algum tempo, a empresa deixou de pagar os lucros. Quando as vítimas solicitavam a devolução dos valores investidos, a empresária teria passado a inventar desculpas até deixar de respondê-las completamente.
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