Unimed fez acordo de leniência e facilitou investigação sobre rombo, diz MPF

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A Unimed Cuiabá fez um acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF) em junho deste ano, para colaborar com as investigações, o que ajudou no inquérito que culminou na Operação Bilanz , deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (30). O ex-presidente da Unimed Cuiabá, Rubens de Oliveira, que presidiu a Unimed Cuiabá por sete anos e foi diretor da Unimed Brasil foi preso na operação.

A Operação Bilanz, da PF e do Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF/MT), que investiga um rombo de R$ 400 milhões na Unimed Cuiabá em sua gestão, em 2022.

Segundo o MPF, após o acordo, a Unimed forneceu elementos essenciais para as investigações contra ex-diretores e funcionários por possível envolvimento em fraudes e irregularidades contábeis em seu balanço.

O acordo foi homologado, em 6 de junho, pela 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF. A medida surge após investigações sobre possíveis obstáculos à fiscalização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), incluindo a apresentação de informações econômico-financeiras com graves irregularidades, que ocultaram um déficit de cerca de R$ 400 milhões no seu balanço patrimonial de 2022.

Nele, a Unimed Cuiabá reconheceu sua participação em práticas irregulares e se comprometeu a pagar multa de R$ 412 mil ao Fundo de Direitos Difusos e Coletivos; implementar um programa de compliance de padrão internacional; cooperar plenamente com as autoridades, incluindo investigações internas.

O MPF, em contrapartida, se comprometeu a não propor ações cíveis ou sancionatórias contra a entidade, relacionadas aos fatos investigados, desde que as condições do acordo sejam cumpridas.

Ainda conforme o MPF, a colaboração da Unimed Cuiabá foi crucial para o avanço das investigações, fornecendo informações e provas significativas, incluindo uma notícia-crime formulada pela própria operadora em 31 de julho de 2023.

A Operação Bilanz continua em andamento, com expectativa de novos desdobramentos, incluindo possíveis denúncias contra ex-diretores e funcionários envolvidos nas fraudes contábeis e desvios patrimoniais.

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