Ex-presidente da Unimed Cuiabá e ex-superintendente estão na lista de presos

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O ex-presidente da Unimed Cuiabá, Rubens de Oliveira, que presidiu a cooperativa por sete anos e foi diretor da Unimed Brasil, foi preso na manhã desta quarta-feira (30) pela Polícia Federal, em Minas Gerais. Ele foi alvo da Operação Bilanz, da PF e do Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF/MT), que investiga um suposto rombo de R$ 400 milhões na Unimed Cuiabá em sua gestão, em 2022.

Também foi presa nesta manhã pela PF a ex-contadora e ex-superintendente administrativa-financeira da Unimed Cuiabá, Ana Paula Parizotto, subordinada ao então CEO da Cooperativa. O ex-CEO Eroaldo Oliveira e a ex-diretora Financeira, Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma, também está entre os alvos da ação. Suzana está na sede da Polícia Federal e chegou dentro de viatura – veja vídeo Rodinei Crescêncio/Rdnews

Momento em que Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma chega à sede da Polícia Federal, em Cuiabá

Atualmente, cooperativa é administrada pelo médico urologista Carlos Bouret , que realizou auditoria que revelou o rombo na Unimed Cuiabá.

A auditoria também identificou e apontou outros 13 pontos preocupantes ocorridos na gestão de Rubens. E desde setembro de 2023, Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) instaurou regime de direção fiscal na operadora Unimed Cuiabá Cooperativa de Trabalho Médico.

Rubens de Oliveira foi retirado da Cooperativa em maio do ano passado por unanimidade. Ele também foi desligado da Federação Unimed Mato Grosso e das funções que ocupava na Unimed do Brasil.

Investigação

Segundo o MPF, estão sendo apurados os crimes de falsidade ideológica, estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os agentes cumprem seis mandados de prisão temporária contra ex-administradores e prepostos da entidade. Além disso, também são cumpridas ordens de busca e apreensão, afastamento de sigilos telemático, financeiro e fiscal, além do sequestro de bens dos investigados.

As diligências estão sendo executadas pela Polícia Federal nos estados de Mato Grosso e Minas Gerais. Conforme o MPF, a investigação identificou indícios de práticas ilícitas relacionadas à gestão financeira e administrativa da entidade, incluindo a apresentação de documentos com graves irregularidades contábeis à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que ocultaram um déficit de cerca de R$ 400 milhões no balanço patrimonial da entidade em 2022.

Outro lado

Em nota, a Unimed Cuiabá disse que “ainda não vai se manifestar neste momento. Estamos tomando conhecimento dos fatos e até o final do dia devemos emitir nota”.

Procurada, defesa de Rubens ainda não se posicionou. Espaço segue aberto.

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