Júri condena homem que matou PM ‘por engano’ em bar a mando de facção

Imagem

Adryan Christyan da Silva Soares foi condenado pelo Tribunal do Júri em Cáceres (225 km a Oeste) a 15 anos e 6 meses de prisão por matar o policial militar da reserva Abel Cebalho de Souza, em 2022, e deverá ser transferido do estado do Acre para Mato Grosso. A determinação para transferência consta na sentença que o condenou por homicídio duplamente qualificado e organização criminosa.

 

Leia também – Veja mensagem enviada por desembargador a Zampieri no dia de assassinato

De acordo com a denúncia, o réu integra uma organização criminosa e no dia 2 de março de 2022, com outros dois denunciados, matou o policial militar Abel Cebalho de Souza. O crime ocorreu em um bar de Cáceres, no bairro Jardim Aeroporto. Também foram denunciados pelos mesmos crimes Julio Cesar Lages da Silva e Elivelton da Silva Castro.

A vítima havia adquirido o bar há pouco tempo e teria sido morta por engano. Os autos revelam que o antigo titular do estabelecimento, que antecedeu ao PM, era tido pelo Comando Vermelho como traficante, com comercialização de droga que não era fornecida pela organização e sem pagamento de “taxa”, valor exigido pela facção daqueles que vendem tóxicos de fontes alheias.

“A chefia da organização criminosa, por desconhecer a recente mudança de propriedade do bar denominado ‘Empório Medina’, ‘decretou’ a execução do seu titular, imaginando que com isso exterminaria um traficante rival”, diz a denúncia.

Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese defendida pelo Ministério Público de que o crime de homicídio foi cometido por motivo torpe e com a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.

 

Consta na denúncia, que o PM da reserva foi surpreendido e atingido por disparo de arma de fogo a curta distância, enquanto pretendia servir refrigerante ao executor. Os outros dois réus ainda não foram submetidos a júri.

Link da Matéria

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*