
O corpo de Eulália da Silva Soares, conhecida como Dona Eulália foi sepultado após a chuva da tarde desta terça-feira (29), no Cemitério Parque Bom Jesus, em Cuiabá. A cerimônia de sepultamento foi acompanhada por dezenas de pessoas, entre familiares e conhecidos, desde crianças até idosos.
O jazigo escolhido no Parque Bom Jesus é o mesmo local em que o falecido marido, Eurico Avelino Soares, e dois genros da mulher estão sepultados.
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A cerimônia foi marcada por um dia nublado e fresco em Cuiabá, com a presença de pessoas de todas as idades para homenagear dona Eulália. O local também foi espaço de discursos de homenagem e de um coral formado pelos presentes que cantaram como uma forma de aliviar os corações enlutados.
“Eu chegava na casa dela com as crianças e trazia ela pra frente. As crianças viam alguém que era mais conhecida que os pais dela e ficavam admiradas”, discursou um familiar antes de solicitar uma salva de palmas para dona Eulália.
A senhora será lembrada por Cuiabá, como alguém que começou uma tradição culinária. A casa no bairro da Lixeira onde são vendidos os bolos de arroz, de queijo e chipas há quase 70 anos, é local conhecido por muitos. Uma casa tradicional cuiabana, que em certas manhãs, podem ser vistas pessoas aguardandando em filas, às portas da casa enquanto o cheiro dos assados rodeia todo o bairro da Lixeira. Aline Costa
Danielle Soares de Moura, neta de dona Eulália, contou ao #gd que muito mais do que as lembranças deixadas pela avó em Cuiabá, seu principal legado será sempre o familiar. “O legado dela é tudo que aprendemos. Ela conseguiu manter nossa tradição sem ter noção da dimensão que isso atingiria”, relatou ela.

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