Alvo de operação da PF, Sérgio Ricardo ficará preso no Bope

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O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Sérgio Ricardo de Almeida, está custodiado no Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), em Cuiabá. Ele foi preso nesta quinta-feira (29), durante a Operação Tomada de Contas, deflagrada pela Polícia Federal (PF).

 

Além dele, outros quatro investigados presos na operação já estão em unidades prisionais de Cuiabá e Várzea Grande.

 

De acordo com a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT), os advogados Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke estão na Penitenciária Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande.

 

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A chefe de gabinete de Sérgio Ricardo, Roseli Loss, está custodiada na Cadeia Pública Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

 

Já o servidor do TCE-MT Adriangelo Barros Antunes ainda não deu entrada no sistema penitenciário.

 

Após os procedimentos na sede da Polícia Federal, os investigados deixaram o local em um comboio de veículos pretos com vidros escuros. A saída foi registrada em imagens.

 

As prisões foram determinadas pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo contratos administrativos e movimentações financeiras do Tribunal de Contas.

 

A operação

 

Como já informado pelo , a PF mobilizou mais de 180 policiais para cumprir seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. As medidas foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

 

A investigação apura indícios de que a suspensão de contratos administrativos teria sido utilizada como mecanismo de pressão sobre fornecedores, além de possível tratamento diferenciado na liberação de recursos públicos.

 

Também são investigadas divergências nos pagamentos a empresas, movimentações financeiras atípicas envolvendo servidores e saques recorrentes em espécie. A PF busca esclarecer possíveis relações entre créditos bancários e retiradas realizadas nas dependências do tribunal.

 

Os fatos investigados podem configurar, em tese, crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A investigação está em andamento, e os mandados de prisão preventiva não representam condenação dos investigados.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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