
A Polícia Civil investiga a circulação de listas que incentivam o boicote a comerciantes, empresários e profissionais liberais por suas supostas preferências políticas em Confresa e municípios da região. Até o momento, cinco vítimas registraram boletins de ocorrência após terem seus nomes ou estabelecimentos expostos sem autorização.
Segundo as investigações, grupos de aplicativos de mensagens e redes sociais estariam sendo utilizados para identificar pessoas associadas a determinados posicionamentos partidários e estimular represálias comerciais.
A Delegacia de Confresa, com apoio da inteligência policial de Vila Rica e articulação com o Ministério Público, busca identificar os responsáveis. Dependendo das circunstâncias, os envolvidos poderão responder por ameaça, perseguição e crimes contra a honra, além de possíveis violações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
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Violência política em MT
O caso ocorre após episódios de intolerância política registrados no estado desde o segundo turno das eleições, no domingo (25).
Em Campo Novo do Parecis, o policial civil Emilson Ormond Souza, de 56 anos, foi morto a tiros em um bar. Segundo testemunhas, o suspeito teria perguntado quem era petista antes de abrir fogo. Um homem de 59 anos foi preso na segunda-feira (26), e a possível motivação política é investigada.
Já em Cáceres, um comerciante do distrito de Caramujo divulgou um áudio incentivando empresários a boicotarem eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na gravação, ele afirma que não aceita simpatizantes do partido em seu estabelecimento e defende tratamento hostil contra essas pessoas.
Diante das ocorrências, a Polícia Civil orienta a população a não compartilhar listas de exposição política e recomenda que possíveis vítimas registrem boletim de ocorrência.

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