
O senador e ex-ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD-MT), colocou o futuro das políticas públicas para o agronegócio no centro do debate eleitoral ao defender a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Fávaro destacou os indicadores da atual gestão, como safras recordes, ampliação do crédito rural e novos aportes em pesquisa e alertou sobre os riscos da extinção dos incentivos.
Durante as veiculações, o parlamentar questionou abertamente se projetos estratégicos teriam prosseguimento sob uma eventual gestão da oposição. “Eu não tenho certeza se a Embrapa na Baixada Cuiabana e os avanços no campo vão continuar se o Flávio for presidente. Agora, com o Lula, sim. Ele acredita na ciência e no progresso”, declarou.
Entre os projetos destacados por Fávaro está a instalação da unidade da Embrapa em Nossa Senhora do Livramento. De acordo com o senador, a iniciativa busca replicar na Baixada Cuiabana o impacto socioeconômico observado em polos como Petrolina (PE)/Juazeiro (BA) e no norte de Mato Grosso, fortalecendo pequenos produtores de frutas, hortaliças e peixes.
O ex-ministro também enfatizou os resultados do programa Solo Vivo, voltado ao fornecimento de calcário, fosfato, combustível e maquinário para a recuperação de áreas degradadas em assentamentos e pequenas propriedades. Ao se dirigir a agricultores familiares e assentados, Fávaro defendeu a expansão do programa como medida para reduzir desigualdades regionais no estado.
No setor de bioenergia, Fávaro contrapôs as diretrizes dos dois grupos políticos. O parlamentar criticou a gestão anterior por ter reduzido a mistura do biodiesel no diesel para 10%, ressaltando que o governo Lula elevou o percentual para 15%, ampliou a presença do etanol na gasolina para 32% e retomou incentivos ao setor. Fávaro rebateu ainda falas do adversário sobre supostos prejuízos do etanol a motores, definindo o combustível renovável como pilar da soberania energética e geração de empregos.
“Agora é hora de votar, de você fazer a sua parte e a gente continuar fazendo mais pelo Brasil, por Mato Grosso e pelo agro”, afirmou.

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