Estudantes e professores se manifestam na Grécia contra o elevado custo de vida

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Milhares de estudantes e professores foram às ruas da Grécia nesta quarta-feira, 21, para protestar contra o alto custo de vida, a falta de moradia estudantil acessível e a precariedade do sistema educacional. As manifestações ocorreram em Atenas, Tessalônica e outras cidades do país, em meio a uma onda de mobilizações que também atinge outras partes da Europa, especialmente a França.

 

Na capital grega, manifestantes marcharam com cartazes que cobravam mais recursos para a educação pública. Uma das faixas dizia: ‘Da Grécia à França, deem dinheiro para a educação‘. Outros participantes exibiam mensagens em francês, como ‘Estudar ou sobreviver‘, em referência às dificuldades financeiras enfrentadas pelos estudantes.

 

Os protestos também foram convocados por sindicatos de trabalhadores. A entidade Adedy, que representa funcionários públicos, anunciou uma paralisação a partir das 11h, no horário local, e uma manifestação em Atenas. Professores também aderiram à greve, embora algumas escolas tenham permanecido abertas.

 

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Entre as principais reivindicações estão o aumento dos investimentos públicos em educação, a melhoria da infraestrutura das escolas e a contratação de mais profissionais. Os estudantes também criticam a falta de opções de moradia a preços acessíveis e os efeitos da alta dos preços, incluindo os combustíveis, sobre o orçamento das famílias.

 

‘Na Grécia, como na França, reivindicamos uma educação pública e gratuita‘, afirmou à agência France-Presse Katia Koubousidou, presidente dos estudantes de Filosofia e Pedagogia da Universidade Aristóteles de Tessalônica.

 

Em entrevista à Associated Press, o estudante de engenharia Panagiotis Moschonas, de 20 anos, criticou as medidas adotadas pelo governo para ajudar os universitários a enfrentar o aumento das despesas. Segundo ele, o subsídio mensal de 120 euros destinado ao aluguel não cobre sequer metade do valor de uma locação e é pago apenas no fim do ano.

 

O custo de vida também está entre as principais preocupações dos trabalhadores. Apesar dos reajustes recentes, o salário mínimo na Grécia não ultrapassa 920 euros líquidos por mês.

 

Em 2023, a Grécia destinou 3,3% de seu Produto Interno Bruto (PIB) à educação, abaixo da média de 4,7% registrada pela União Europeia, de acordo com dados da Eurostat, agência de estatísticas do bloco.

 

Na noite de terça-feira, estudantes já haviam acampado na Praça Syntagma, em frente ao Parlamento grego, em Atenas, e em uma rua de pedestres em Tessalônica. Durante a marcha na capital, policiais acompanharam os manifestantes e realizaram abordagens e revistas em pessoas que se dirigiam ao ato. Comerciantes também fecharam as portas de lojas e cafés ao longo do percurso para proteger as vitrines.

 

As manifestações na Grécia ocorrem em meio a mobilizações em diferentes países europeus contra o custo de vida e as dificuldades de acesso à moradia. Na França, protestos recentes terminaram em confrontos e saques, levando as autoridades a anunciar reforço da segurança para novos atos.

Link da Matéria – via Gazeta Digital

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