
Reyvan da Silva Carvalho, acusado de estuprar e matar Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri de Cuiabá no dia 26 de novembro, às 9h. A vítima foi encontrada morta em julho de 2025, no campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Solange foi encontrada em 24 de julho de 2025, na sede da antiga associação Master, localizada no campus da UFMT, próximo à avenida Arquimedes Pereira Lima, em Cuiabá. O corpo estava em uma área aberta, utilizada como ponto de encontro por usuários de drogas. A vítima vestia apenas um sutiã e apresentava marcas de esganadura no pescoço.
As investigações apontaram Reyvan como autor do crime após exames da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) identificarem material genético compatível com o perfil dele no corpo da vítima e em uma bituca de cigarro encontrada no local.
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O acusado também é investigado por outros crimes sexuais e é apontado como envolvido em casos de violência contra mulheres. Exames realizados em outras vítimas de estupro e feminicídio registrados em anos diferentes, identificaram Reyvan como o mesmo homem envolvido no crime contra Solange.
Outros crimes
Em 10 de novembro de 2022, Reyvan foi preso por estupro na região do Jardim Leblon. Uma denúncia anônima informou que uma pessoa havia visto, da sacada de seu apartamento, um homem agredindo uma mulher e mantendo relação sexual com ela. O crime ocorreu nos fundos da UPA que estava em construção no bairro.
Ao chegar ao local, a equipe policial encontrou os dois e constatou que a vítima estava em estado de choque e assustada. Ela relatou que havia acabado de conhecer o homem. Também contou que, dois dias antes, havia tido uma recaída no uso de entorpecentes e que ele a convidou para consumir drogas. No local, ele a puxou pelos cabelos, jogou-a no chão, agrediu-a e a estuprou.
Em 25 de julho de 2021, Reyvan estuprou uma mulher de 33 anos no bairro Tijucal. Durante uma ronda, policiais encontraram a vítima, que relatou ter sido abordada pelo homem ao pedir uma informação na rua. Ele a levou para um terreno baldio, enforcou-a, jogou-a no mato e a obrigou a manter relações sexuais. A mulher sofreu lesões nos joelhos, no pescoço e nos ombros.
A vítima conseguiu se desvencilhar do agressor e correu para a rua, onde pediu ajuda a populares. Reyvan foi preso. Na época, ela estava grávida de aproximadamente seis meses.
Em 19 de junho de 2021, Reyvan foi preso como principal suspeito de matar Marinalva Soares da Silva, de 39 anos, em 27 de dezembro de 2020. O corpo da vítima foi encontrado nos fundos de uma churrascaria, no Parque Ohara, sem roupas e com lesões na cabeça. Marinalva era usuária de drogas e fazia programas sexuais para sustentar o vício.
Em 9 de julho de 2020, também no Tijucal, Reyvan tentou estuprar uma mulher de 37 anos e a filha dela, de 14. As duas foram atacadas e ameaçadas com uma faca, mas conseguiram fugir. O homem foi preso em um matagal.

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